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Após virar réu, Aécio Neves diz: ‘Não cometi crime algum’

Senador voltou a afirmar que é inocente e que está sendo acusado com base em uma "ardilosa armação"

Henrique Gimenes - 17/04/2018 17h17

Senador Aécio Neves volta a afirmar que não cometeu crime e disse que vai provar inocência Foto: Waldemir Barreto /Agência Senado

Após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar a denúncia e tornar Aécio Neves réu pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça, o senador divulgou uma nota em que reafirma não ter cometido nenhum crime. Para ele, as denúncias “foram construídas em sucessivas ilegalidades”.

Na denúncia, apresentada ainda na gestão do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Aécio Neves é acusado por causa de um diálogo com o empresário Joesley Batista, em que teria solicitado R$ 2 milhões. Nesta segunda-feira (16), o senador já havia afirmado que teria “cometido um erro” e não “um crime”.

Para o senador, as acusações foram apresentadas “tendo como base uma ardilosa armação de criminosos confessos, aliados a membros do Ministério Público, que construíram um enredo para aparentar que cometi alguma ilegalidade“. Ele afirma ainda que não irá desistir enquanto não provar sua inocência.

Por cinco votos a zero, os ministros da Primeira Turma aceitaram a denúncia contra o parlamentar por consideraram haver indícios de que ele cometeu crime.

Veja a nota completa:

Recebo com serenidade a decisão da 1ª Turma do STF, confiante de que, agora, haja espaço para a apresentação e avaliação das provas da defesa.

Estou sendo acusado tendo como base uma ardilosa armação de criminosos confessos, aliados a membros do Ministério Público, que construíram um enredo para aparentar que cometi alguma ilegalidade. Não cometi crime algum.

Minha prioridade será apresentar à Justiça todos os fatos que demonstram a absoluta correção dos meus atos e de meus familiares. Não tenho dúvida de que isso será demonstrado. A verdade há de prevalecer.

Não posso deixar de alertar que as denúncias que hoje a mim fazem foram construídas sobre sucessivas ilegalidades. É preciso que a Justiça reconheça em definitivo que não se pode considerar válidas denúncias originadas de um flagrante armado com o intuito de gerar impressão de crime, já que não há qualquer prova de que crime houve.

É preciso ainda esclarecer que a atividade parlamentar não pode ser criminalizada por aqueles que não concordam com opiniões e propostas apresentadas por deputados e senadores. E isso não em meu benefício, e sim em respeito à lei, à democracia.

Não esmorecerei enquanto não provar minha inocência. Vou fazê-lo em respeito à minha vida pública, à minha família e aos milhares de brasileiros, e especialmente mineiros, que confiaram em mim durante 32 anos de mandatos consecutivos.”

Aécio Neves

Brasília, 17 de abril de 2018.

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