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Após decisão de Dino, Cunha diz desconhecer irregularidades

Defesa do ex-deputado disse rejeitar a tentativa de equiparar interlocução política ao exercício clandestino de mandato

Pleno.News - 12/07/2026 16h01 | atualizado em 14/07/2026 13h50

Ex-deputado Eduardo Cunha Foto: Agência Brasil/Fábio Rodrigues Pozzebom

A defesa de Eduardo Cunha (Republicanos-MG), ex-presidente da Câmara dos Deputados, disse neste domingo (12) que ele desconhece irregularidades na tramitação de emendas parlamentares, como apontado pela Polícia Federal (PF). A investigação aponta que Cunha e Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), teriam utilizado a mesma operadora dentro da Câmara para influenciar a destinação das emendas.

– Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha. Sua defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar – disse a defesa dele ao Broadcast.

A defesa do ex-deputado diz que ele não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de bloquear bens de Cunha até o limite de R$ 6 milhões.

Segundo os investigadores da Operação Transparência, da Polícia Federal, esse é o valor que Cunha, mesmo sem exercer cargo eletivo, teria destinado, por meio de 21 emendas parlamentares, a municípios de Minas Gerais no âmbito do orçamento secreto.

Na decisão de 40 páginas, Dino afirma que as “evidências reunidas até o momento indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou até superior a dos parlamentares em exercício, direcionando recursos federais sem qualquer autorização institucional”.

Segundo a equipe do ex-presidente da Câmara, a defesa tomou conhecimento da decisão pela imprensa e, até a decretação do bloqueio patrimonial – que, segundo eles, não ser corresponde a qualquer recebimento “indevido” -, Cunha não havia sido intimado, ouvido nem chamado a prestar esclarecimento no âmbito da investigação.

– É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha – completa a nota.

*AE

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