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Ao ordenar prisão de Vorcaro, Mendonça citou ameaça a vidas

"Pode-se colocar em risco a segurança e a própria vida de vítimas dos ilícitos", declarou o magistrado

Thamirys Andrade - 04/03/2026 15h16 | atualizado em 05/03/2026 14h21

André Mendonça Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

Ao determinar a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça apontou risco à integridade física e à vida das pessoas envolvidas no caso. O magistrado citou ameaças feitas pelo empresário obtidas pela Polícia Federal (PF) e ponderou que a demora na tomada de providências poderia gerar consequências graves.

– Se as medidas requeridas pela Polícia Federal não forem acolhidas, em caráter de urgência, pode-se colocar em risco a segurança e a própria vida de pessoas que se tornaram vítimas dos ilícitos apontados nestes autos, bem como dificultar, sobremaneira, a recuperação de ativos bilionários que foram desviados dos cofres públicos e de particulares atingidos pelos variados crimes contra o sistema financeiro nacional apurados nestes autos – escreveu o ministro.

Entre algumas das ameaças proferidas por Vorcaro em conversas estão mensagens como:

– Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto. (…) Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele – declarou o banqueiro sobre o jornalista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

– Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda – acrescentou o empresário sobre uma funcionária.

A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito considerados falsos ligados ao Banco Master. Ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Entre os crimes investigados no âmbito da operação, estão corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e ameaça. Vorcaro é apontado como líder da organização criminosa.

Além dele, também foram presos preventivamente Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do grupo; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (Sicário), coordenador de segurança de Vorcaro; e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado que teria participado do grupo de monitoramento contra os rivais do banqueiro.

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