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Ao lado de Bolsonaro, Alvim anuncia editais de cultura

Governo pretende distribuir parte das obras gratuitamente para a população

Henrique Gimenes - 16/01/2020 21h30 | atualizado em 16/01/2020 21h56

Presidente Jair Bolsonaro conversa com Roberto Alvim durante a live semanal Foto: Reprodução

Ao lado de Jair Bolsonaro, o secretário da Cultura Roberto Alvim apresentou dados de programa de incentivo à cultura voltado para conservadores. O anúncio foi feito durante live nesta quinta (16) na página oficial do presidente no Facebook.

Um dos tópicos anunciados foi o investimento de R$ 20 milhões do Fundo Nacional de Cultura para editais com aportes diretos do governo. Também estava presente na live o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Em suas sete categorias, o prêmio vai selecionar cinco óperas, 25 espetáculos teatrais, 25 exposições individuais de pintura e 25 de escultura, 25 contos inéditos, 25 CDs musicais originais e 15 propostas de histórias em quadrinhos.

Os editais serão distribuídos igualmente em todas as regiões do Brasil.

De acordo com o secretário de Cultura, grande parte das obras será oferecida gratuitamente para a população.

– Essas obras de arte serão oferecidas com total acessibilidade. Metade dos ingressos serão gratuitos, assim como os livros, as histórias em quadrinhos. Vamos criar obras de qualidade, dar oportunidades para novos artistas no Brasil inteiro e oportunidade para o povo – explicou.

Durante a live, o presidente voltou a defender filtros, mas disse que não era censura.

– Pede dinheiro para seu vizinho e vai fazer o filme que bem entender – disse o presidente, em defesa do que Alvim considera ser “uma curadoria” do governo.

Alvim também disse que “vai lançar um edital para cinema, filmes sobre a independência do Brasil e sobre figuras históricas brasileiras, alinhado ao conservadorismo nas artes” e que “dignifique o ser humano”.

Na cultura, o ano de 2019, primeiro da gestão de Bolsonaro, foi marcado por discursos de que a área era, nos governo anteriores, aparelhada pela esquerda. Houve uma série de renomeações para cargos de comando nos principais órgãos, como Funarte, Fundação Palmares e Fundação Casa de Rui Barbosa.

O presidente defendeu durante o exercício do ano “filtros” nos programas de incentivo à cultura. Bolsonaro se posicionou contra obras que tratavam de questões sexuais, de gênero e críticos à ditadura militar. Uma das obras que atacou foi a série “Me Chama de Bruna”, sobre Bruna Surfistinha.

Alvim foi escolhido pelo presidente para a subpasta da Cultura após se manifestar contra a produção de artistas que o dramaturgo considera ser de esquerda.

*Com Folhapress

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