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Presidente disse que não se pode gastar mais, como nos governos anteriores

Pleno.News - 30/09/2021 14h08 | atualizado em 30/09/2021 14h55

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

Em resposta às críticas sobre o alto preço dos combustíveis, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (30) que o alto custo de vida em seu governo é justificado porque, em sua gestão, não se pode gastar mais, como acontecia nos governos anteriores.

Em repúdio aos governos do PT, Bolsonaro afirmou que a dívida da Petrobras deixada para sua gestão foi de cerca de R$ 230 bilhões em obras anunciadas e não construídas. Segundo ele, a população tem razão em reclamar, mas é preciso entender o contexto nacional.

– Não estou me esquivando da minha responsabilidade, mas uso sempre uma passagem bíblica: “Por falta de conhecimento, o povo pereceu” – destacou o chefe do Executivo, em cerimônia de sanção do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) para obras do metrô de Belo Horizonte (MG) e do lançamento da pedra fundamental do Centro Nacional de Vacinas.

Bolsonaro citou também os governadores e destacou que não quer brigar com nenhum gestor estadual, que quer apenas “fazer cumprir a emenda constitucional sobre o ICMS”. Segundo ele, suas críticas têm como objetivo fazer com “que todo mundo tenha sua responsabilidade no preço final do combustível”.

Bolsonaro destacou que o Brasil é autossuficiente em petróleo e, por isso, há de se buscar uma forma de resolver o problema da inflação. Ao falar sobre o preço do gás natural, o presidente declarou que “ninguém quer quebrar contratos, mas reajustá-los. Podemos fazer isso”.

Na esteira de elogios ao próprio governo, Bolsonaro afirmou que o compromisso do Executivo é fomentar o livre mercado e lutar pela meritocracia.

– O Estado não existe para tutelar o povo, mas para não atrapalhar – enfatizou.

Em um discurso que enaltece o que classifica como “luta pela democracia e liberdade”, o presidente citou as manifestações de 7 de setembro e disse que, “cada vez mais nos vemos obrigados, justamente com vocês […], a lutar para que cada um dos incisos do artigo 5º da Constituição seja cumprido”. O artigo 5º da Constituição assegura o direito à liberdade, igualdade, segurança e propriedade.

VACINAS
Durante o evento, Bolsonaro voltou a negar que ele seja um “negacionista da vacina”, mas continuou a colocar em xeque a segurança dos imunizantes ao declarar que a maioria das vacinas ainda está com registro emergencial. Reforçando o respeito à liberdade individual, o presidente disse que o governo não vai obrigar a imunização.

– Nós conseguimos a vacina para todos os brasileiros que acharem que devem se vacinar, que se vacinem, mas respeitamos o direito daqueles que, porventura, não querem se vacinar – declarou o chefe do Executivo, reforçando suas críticas ao “passaporte da vacinação”.

*AE

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