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Aliados de Motta dizem que vida do governo ficará difícil após veto

Decisão de Lula sobre barrar o aumento de deputados gerou mais desgaste com o Congresso

Thamirys Andrade - 17/07/2025 15h46 | atualizado em 17/07/2025 17h28

Hugo Motta, Lula e Davi Alcolumbre Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliaram que a vida do governo Lula (PT) ficará “muito difícil” no Congresso, após o petista vetar o aumento no número de representantes da Casa Legislativa.

De acordo com eles, o Parlamento reagirá se recusando a votar como deseja o governo em pautas caras ao ministério da Fazenda, como o fim da isenção de Imposto de Renda de Letras de Crédito Agrícola (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). A apuração é do colunista do portal G1, Valdo Cruz.

Nesta quarta-feira (16) à noite, os legisladores já deram sinais de sua insatisfação, ao aprovar o projeto que autoriza a concessão de crédito subsidiado de até R$ 30 bilhões para o agronegócio, com recursos do Fundo Social do pré-sal. A proposta, considerada uma pauta-bomba por ampliar significativamente as despesas da União, agora segue para o Senado.

A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) chegou a aconselhar o chefe do Executivo a não vetar o aumento de deputados, e apenas ficar silente sobre a proposta, para que coubesse ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a responsabilidade de aprovar a pauta, considerada impopular por ter resistência da maioria da população.

O presidente do Congresso já havia dito abertamente que se Lula não se posicionasse, ele mesmo aprovaria a pauta no instante em que ela chegasse ao Senado. Entretanto, o líder do Planalto decidiu pelo veto, argumentando que a medida não observava os princípios da eficiência nem da responsabilidade fiscal, pois implicaria aumento de despesas para os cofres públicos.

Caso o veto não seja derrubado, caberá à Justiça redistribuir as cadeiras da Câmara dos Deputados, respeitando o número atual de 513 parlamentares. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficará encarregado de fazer a nova divisão proporcional à população de cada estado, como ordenou o STF. A possibilidade de o Congresso derrubar o veto é tida como remota.

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