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Aliados de Lula criticam delação e defendem Geraldo Alckmin

Mudança de posicionamento ocorre em meio à possibilidade de que o ex-governador de São Paulo seja vice de Lula

Paulo Moura - 17/03/2022 14h52 | atualizado em 17/03/2022 15h39

Geraldo Alckmin ao lado do ex-presidente Lula Foto: Divulgação Lula/Ricardo Stuckert

Se há alguns anos os aliados do ex-presidente Lula (PT) fariam duras críticas a Geraldo Alckmin após a notícia de uma delação contra o ex-tucano aparecer no noticiário político, o cenário hoje é bem diferente. Agora o ex-governador de São Paulo é “abraçado” e defendido pelo núcleo de apoio do petista.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), por exemplo, que faz parte do grupo que debate o programa de governo a ser apresentado por Lula, disse ao jornal Folha de São Paulo que a palavra do delator não constitui prova. Além disso, o parlamentar afirmou que o PT defende o princípio da presunção da inocência.

– Estranhamos esse fato vir à tona às vésperas da eleição – disse Teixeira.

Já o coordenador do grupo Prerrogativas, o advogado Marco Aurélio Carvalho, defendeu o ex-governador de São Paulo e disse que é preciso debater o instituto da delação premiada. Foi o grupo coordenado por Carvalho quem organizou o jantar entre Lula e Alckmin em dezembro do ano passado.

– Não há surpresa alguma na tentativa de se atingir a honra do Alckmin, em especial agora quando o seu nome é cogitado para compor a chapa do Lula, franco favorito para as próximas eleições presidenciais. Velha receita, criminosa, oportunista e nem um pouco criativa – declarou.

A postura petista em relação a Alckmin nesse episódio é bem diferente daquela que o partido adotava quando o ex-governador fazia parte dos quadros do PSDB. Em 2018, o então líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), classificou de “escândalo” a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de enviar uma investigação contra Alckmin para a Justiça Eleitoral de São Paulo.

– É inadmissível que, de maneira irregular, essas acusações tenham sido retiradas do âmbito da Lava Jato e tenham sido destinadas para investigação no âmbito da Justiça Eleitoral de São Paulo. É algo gritante do ponto de vista da seletividade – declarou Pimenta, na ocasião.

DELAÇÃO CONTRA ALCKMIN
A polêmica delação divulgada nesta quarta-feira (16) foi feita pelo ex-presidente da Ecovias, Marcelino Rafart de Seras, que declarou que a empresa repassou R$ 3 milhões como caixa 2 para Alckmin. Os pagamentos, disse ele, foram efetuados em 2010 (R$ 1 milhão) e em 2014 (R$ 2 milhões), em valores da época.

Principal nome cotado para ser vice de Lula, Alckmin negou as acusações feitas contra ele e disse lamentar que, “depois de tantos anos, mas em novo ano eleitoral, o noticiário seja ocupado por versões irresponsáveis e acusações injustas”.​ ​

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