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Aliados de Bolsonaro, Pacheco e Lira têm mais apoio declarado

Candidatos à presidência do Senado e da Câmara têm ampla vantagem sobre os concorrentes

Pleno.News - 01/02/2021 14h04 | atualizado em 01/02/2021 15h19

colagem rodrigo pacheco e arthur lira
Senador Rodrigo Pacheco e deputado-federal Arthur Lira Foto: Reprodução

Os candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal chegam ao dia da eleição com ampla vantagem sobre seus concorrentes diretos, em quase todas as bancadas. De acordo com números atualizados do placar Estadão, o deputado Arthur Lira (PP-AL) como o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) somam mais votos declarados e, em tese, têm mais chances de vitória nesta segunda-feira (1°) em Brasília.

Só na Câmara são esperadas cerca de três mil pessoas, apesar da pandemia de Covid-19. A votação será presencial e secreta.

Com mais de cem votos declarados à frente de Baleia Rossi (MDB-SP) na enquete publicada pela primeira vez em 15 de janeiro, Lira “ganhou” 89 apoios públicos de lá pra cá. Segundo o placar, o líder do Centrão só não tem vantagem em cinco estados. Tem menos apoios declarados no Acre e no Ceará e empata com Baleia em São Paulo, Mato Grosso e Paraíba. As outras 22 bancadas lhe dão vantagem na eleição.

Com a campanha oficial na rua desde 9 de dezembro, o deputado alagoano rodou o país visitando políticos com a promessa de dar “voz novamente à Câmara”, em uma crítica indireta à condução da Casa por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia deixa o cargo hoje após quase quatro anos consecutivos e sai em atrito direto com o governo Bolsonaro.

Apesar das costuras feitas pelo Planalto para viabilizar suas candidaturas, ambos os candidatos prometem, caso vençam, gestões independentes. Senador em primeiro mandato, Pacheco também coloca como prioridade a aprovação de reformas e de pautas que preservem vidas humanas e gerem renda.

SENADO
Apoiado pelo presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o candidato governista do Senado já soma os 41 votos necessários para vencer a disputa. Se o resultado se confirmar, Pacheco chegará à presidência do Congresso Nacional com o apoio não só com suporte do governo, mas de partidos de oposição, como PT e PDT. Em relação às bancadas, venceria em ao menos 15 estados.

A candidata rival, Simone Tebet (MDB-MS), perdeu força na última semana depois que seu próprio partido deixou de apoiá-la. Oficialmente, no entanto, os senadores emedebistas não mudaram o voto na enquete, e ela segue com 26 votos declarados, sendo 14 da legenda. Mas a quantidade de votos ainda não revelados já não são suficientes para que a senadora ultrapasse Pacheco.

Já na Câmara, o total de deputados que não quiseram dizer em quem votarão pode, em tese, fazer Baleia virar o jogo. Neste caso, ele precisaria do apoio de 93% desse grupo.

Além de Lira e Baleia Rossi, ao menos outros sete deputados lançaram candidatura à presidência da Casa. Entre eles, a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PSOL), que está em seu sexto mandato como deputada federal. A decisão de lançar a candidatura causou atritos no PSOL, após integrantes do partido terem declarado apoio à candidatura de Baleia Rossi.

No Senado, além de Pacheco e Simone, outros três senadores lançaram candidaturas: Major Olimpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Lasier Martins (Podemos-RS).

*Estadão

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