Alckmin: “Plano de contingência será discutido após tarifaço”
Vice-presidente afirmou que governo brasileiro está trabalhando para evitar que tarifas dos EUA entrem em vigor
Pleno.News - 29/07/2025 20h06 | atualizado em 30/07/2025 11h49
O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, nesta terça-feira (29), que o plano de contingência elaborado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só deve ser discutido se o tarifaço for “consumado”. A tarifa de 50% começa a valer a partir desta sexta (1º), segundo o governo dos Estados Unidos.
– O plano de contingência que está sendo bem trabalhado só deve ser discutido se consumada a questão dos 50%. Nós não vamos esmorecer, vamos trabalhar permanentemente para evitar que isso ocorra – afirmou o vice-presidente.
Alckmin afirmou que o governo está trabalhando para a alíquota definida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja diminuída para todos os setores. A Casa Branca reconsidera a taxação do café, cacau e outros produtos agrícolas, mas sem citar o Brasil.
– Nós estamos trabalhando para que a diminuição da alíquota seja para todos. Não tem justificativa você ter uma alíquota de 50% para um país que é um grande comprador de você, em que você tem uma balança comercial superavitária – disse Alckmin.
Ele declarou ainda que pretende avançar “em todas as convergências” com os Estados Unidos.
Nesta terça-feira, Alckmin se reuniu com representantes da Meta, Google, Amazon, Apple, Visa e Expedia. Segundo ele, a conversa foi “proveitosa”, sendo aberta uma mesa para se falar sobre as reivindicações das big techs.
– Eles trouxeram como pautas segurança jurídica, inovação tecnológica, ambiente regulatório. Foi uma boa reunião, participaram outros órgãos de governo porque essa é uma pauta que envolve não só o Poder Executivo, como o Legislativo e o Judiciário – afirmou Alckmin.
O vice-presidente disse ainda que o governo brasileiro não deve ter pressa em regulamentar as big techs, sendo necessário, inicialmente, analisar como o tema é tratado em outros países.
Criado há duas semanas, o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, sob liderança de Alckmin, realizou reuniões com dezenas de representantes do setor produtivo, líderes sindicais e membros da diplomacia brasileira.
A Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25) estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
*AE
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