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Alckmin defende PF após Lula falar em “armação” de Moro

Vice-presidente também tentou dar crédito ao governo por ação da PF, que é instituição de Estado

Pleno.News - 24/03/2023 11h58 | atualizado em 24/03/2023 15h29

Lula e Geraldo Alckmin no Planalto Foto: Ricardo Stuckert/PR

O vice-presidente Geraldo Alckmin publicou um vídeo em rede social nesta quinta-feira (23), defendendo e parabenizando a ação da Polícia Federal (PF) em deflagrar uma investida para desarticular um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). A publicação foi feita horas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarar que o caso seria uma “armação” do ex-juiz da Lava Jato.

– O governo Lula não se curvará diante de ameaças criminosas. O Estado brasileiro não admitirá ameaças à ordem pública e nem ameaças à sua população – disse Alckmin.

O vice-presidente também parabenizou o Ministério Público de São Paulo e o Ministério da Justiça, além dos funcionários de segurança pública.

Em visita ao Complexo Naval de Itaguaí (RJ) nesta quinta (23), Lula afirmou que as suspeitas do caso são uma “armação” de Moro. As falas contradisseram declarações do ministro da Justiça, Flávio Dino, que tinha conhecimento havia 45 dias das investigações e chamou de “mau-caratismo” a tentativa de politizar “uma operação séria”.

– Quero ser cauteloso. Vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro. Eu vou pesquisar e saber o porquê da sentença. Até porque fiquei sabendo que a juíza [Gabriela Hardt, da 9ª Vara Federal de Curitiba] não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele – disse o petista.

Na quarta (22), a Operação Sequaz foi deflagrada pela Polícia Federal para desmantelar um plano que mirava o ex-juiz Sergio Moro. A ofensiva ocorreu cerca de 45 dias após o início das investigações. A PF foi acionada pelo Ministério Público de São Paulo, que identificou risco à segurança de Moro e também do promotor de Justiça Lincoln Gakiya. Mais de cem agentes foram às ruas cumprir 11 mandados de prisão em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná. O efetivo vasculhou 24 endereços.

*AE

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