Ajuda ao RS: “Agradecimento não veio”, diz Mercadante sobre Leite
Declaração ocorre após governador gaúcho dizer que governo fez muita propaganda, mas pouco ajudou
Pleno.News - 13/08/2024 15h32 | atualizado em 13/08/2024 16h22

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, respondeu, nesta terça-feira (13), ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que na semana passada criticou o tratamento que o governo federal tem dado ao estado diante das chuvas que arrasaram várias cidades gaúchas.
Segundo Mercadante, “a polarização política está corroendo os valores republicanos”, e que, se houver algo a ser ajustado, o mais correto é que se peça uma audiência para chegar a um acordo.
– O servidor do BNDES está virando noites e finais de semana e o que a gente espera é pelo menos um elogio, um agradecimento, mas não é isso que a gente tem visto – disse Mercadante durante coletiva para comentar os resultados do primeiro semestre do ano.
– Você pode ter disputa política em outro patamar. Eu acho que os servidores do BNDES merecem um agradecimento das autoridades do Rio Grande do Sul, especialmente do governador, que até agora não veio – acrescentou.
O programa emergencial do BNDES aprovou R$ 6,3 bilhões de uma linha total de R$ 15 bilhões, ou 42,1% dos recursos disponíveis. Já o crédito solidário, no qual o BNDES fornece apenas a garantia para empréstimos voltados para o estado gaúcho, de outras instituições, realizou 2.046 operações, totalizando R$ 134,9 milhões.
Mercadante mencionou ainda a suspensão de parcelas de financiamentos, de R$ 1,7 bilhão.
– Suspendemos todo o pagamento das dívidas sem acumular juros para todos os municípios do estado – declarou.
No último dia 3, Eduardo Leite disse que a propaganda do governo Lula é “extensiva”, mas o que chega ao estado é “limitado”.
– O diálogo [com o governo federal] existe, a sensibilidade existe, ações são empreendidas, mas os resultados efetivamente entregues são muito menores do que aquele que a propaganda oficial apresenta. E é isso que gera um incômodo profundo. A solenidade e os anúncios são fartos, a propaganda é extensiva para manifestar o que estão se mobilizando, mas o que chega na ponta ainda é muito limitado – falou, em entrevista à CNN Brasil.
O governador apontou que a ajuda deixou de lado questões importantes, nos moldes do que ocorreu na pandemia da Covid-19, quando o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL) custeou parte dos salários dos trabalhadores afetados.
*Com informações da AE
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