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Advogado de Sara Winter vai à PF: “Condições são precárias”

Defesa teme que ativista tenha sua integridade física violada

Rafael Ramos - 16/06/2020 16h33

Sara Winter está dormindo em colchão podre Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O deputado federal Carlos Jordy esteve, nesta terça-feira (16), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde a ativista Sara Winter é mantida presa. Ele foi acompanhado pelo advogado Carlos Ribeiro, mas teve sua entrada proibida já que o local está fechado para visitas devido à pandemia do coronavírus.

– Eu tenho profundas divergências com a Sara, mas eu penso que, nesse momento, hoje é ela e amanhã pode ser qualquer um de nós, qualquer pessoa que está se manifestando contra o STF e a favor do governo. Então, agora, eu coloco qualquer divergência de lado – declarou o parlamentar.

O advogado de Sara Winter criticou as situações precárias em que ela se encontra e disse que teme que ela seja transferida para algum presídio e tenha sua integridade física ameaçada.

– Ela está em uma situação completamente insalubre, está dormindo em um colchão praticamente podre, sem os materiais básicos de higiene. É uma prisão degradante. A defesa técnica da Sara está com uma dificuldade enorme de obter informações das imputações que lhe foram aplicadas nesse inquérito que corre no Supremo. Nem a própria Sara sabe exatamente o motivo pelo qual ela está sendo custodiada. As condições são precárias. Estamos vivendo tempos estranhos.

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Estou nesse momento na Superintendência da Polícia Federal com o advogado para visitar Sara Winter. Fui impedido de entrar, de acordo com o policial que me atendeu, em razão da pandemia, mas ao advogado foi permitida a visita.

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Carlos Jordy ainda criticou a atitude do STF em comandar operações contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como aconteceu nesta terça com Allan dos Santos e Daniel Silveira. O parlamentar também teceu comentários contra Renato Aroeira, que fez uma charge mostrando Bolsonaro pintando uma suástica nazista na fachada de um hospital.

– Estamos vivendo tempos difíceis que caminham para uma ditadura da toga em que o STF e até mesmo a PGR mostram que estão acima dos demais poderes. Não é em nome de uma pessoa, mas sim da liberdade de expressão e da democracia. Se curvar diante do STF nesse momento é pagar no futuro por essa omissão – encerrou Jordy.

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