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Advogado de Garnier defendeu anulação da delação de Cid

Ex-comandante não colocou Marinha à disposição do golpe, alega defesa

Pleno.News - 02/09/2025 17h37 | atualizado em 02/09/2025 17h42

Advogado de Almir Garnier defendeu anulação da delação de Cid Foto: Luiz Silveira/STF

Nesta terça-feira (2), a defesa do almirante Almir Garnier, um dos réus da suposta trama golpista, negou que o militar tenha colocado as tropas à disposição da tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.

Na sustentação realizada durante o julgamento do núcleo 1 da suposta trama golpista, o advogado Demóstenes Torres negou que o ex-comandante colocou a Marinha à disposição de Bolsonaro no caso da decretação de um estado de sítio ou de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no final de 2022. O advogado também aproveitou para pedir a absolvição do militar.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Almir Garnier participou de uma reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro na qual foram apresentadas minutas com estudos para decretação das medidas de exceção. A ideia teria sido rechaçada pelos comandantes da Aeronáutica e Exército, mas o almirante teria dito ao ex-presidente que suas tropas estariam “à disposição”.

– Não existiu essa reunião. Foi afirmado que foi dia 7 [de dezembro de 2022] e isso não existiu. Essa é a acusação principal – afirmou.

O advogado também defendeu a anulação do acordo de delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.

– Muitas vezes, ele [Cid] foi chamado para corrigir informações que ele não tinha passado ou tinha passado de forma equivocada – completou.

Durante sua sustentação, Demostenes defendeu o que chamou que liberdade de expressão e disse que é preciso tolerar “bobagens” sobre as urnas eletrônicas.

– Se alguém disser que essa urna é sujeita à fraude, se ela pode levar a uma série de dissabores, que a única maneira de se auditar é pelo voto impresso, se o Congresso voltar o voto impresso. Isso configura golpe de Estado, atentado violento ao Estado Democrático de Direito? Nós temos que tolerar essas bobagens – completou.

A sessão prossegue para a realização das sustentações dos demais advogados.

*Com informações da Agência Brasil

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