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Advogada processa Doria por não usar máscara em coletiva

Governador de São Paulo abandonou uso de item que ele mesmo exigiu em decreto

Paulo Moura - 14/05/2020 10h45

Doria sem máscara em coletiva no dia 11 de maio Foto: Divulgação/Governo de SP

O governador de São Paulo, João Doria, levou o velho ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” ao “pé da letra”, e decidiu que o uso da máscara não era necessário durante uma entrevista coletiva no dia 11 de maio no Palácio dos Bandeirantes.

O que ele parece ter esquecido, porém, é do próprio decreto assinado por ele exatamente uma semana antes que proibia tal ato. A sociedade, é claro, cobrou.

A cobrança, na prática, veio por meio de um processo aberto pela advogada Patrícia Ferreira Bassetto de Castro, que ressaltou que o chefe do Executivo estadual até chegou de máscara para conversar com os jornalistas, mas logo no início retirou o item do rosto.

– Pode o Governador infringir o próprio decreto? Fere de morte a moralidade o governador mandar a população usar máscara, mas ele próprio não usar – destaca Patrícia.

Na ação ingressada pela advogada, ela pede que seja aplicada uma multa a Doria e que ele seja condenado pelo crime de improbidade administrativa. Patrícia também solicita a concessão de uma medida cautelar que obrigue o governador a usar a máscara.

Até o momento, o governador não se posicionou no processo. A juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública, ainda aguarda a posição do Ministério Público antes de tomar uma decisão sobre o fato.

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