Adrilles protocola notícia-crime no MP após invasão na USP
Manifestantes depredaram patrimônio público e feriram agentes de segurança
Kleber Pizão - 15/06/2026 18h09 | atualizado em 15/06/2026 18h59

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil-SP) protocolou junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo uma notícia-crime para apurar os atos praticados durante a invasão das dependências da Universidade de São Paulo (USP), ocorrida em 8 de junho.
Segundo o documento, os episódios resultaram em ferimentos a agentes de segurança da universidade, depredação de patrimônio público e no lançamento de um artefato explosivo contra policiais e seguranças que atuavam no local. A polícia também apreendeu objetos como fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores e uma marreta.
Na representação, Adrilles sustenta que os fatos extrapolam o exercício legítimo da manifestação e podem configurar crimes como lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa e, a depender da apuração pericial, até tentativa de homicídio.
— Não defendo perseguição política contra ninguém. Defendo igualdade perante a lei. Se os autores dessas cenas fossem manifestantes de direita, o país estaria discutindo prisões, responsabilizações e punições exemplares. O que peço é muito menos do que isso: apenas a correta investigação dos fatos e a aplicação da lei, sem seletividade ideológica e sem um peso e duas medidas — afirma Adrilles Jorge.
O parlamentar argumenta que há indícios de atuação organizada dos envolvidos, que teriam ingressado nas dependências da universidade portando instrumentos potencialmente ofensivos e promovido atos de violência contra pessoas e contra o patrimônio público.
No pedido encaminhado ao Ministério Público, Adrilles requer a instauração de inquérito policial para identificação dos responsáveis e apuração, em tese, dos crimes de lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa, emprego irregular de artefato explosivo e eventual tentativa de homicídio, sem prejuízo de posterior enquadramento jurídico conforme o avanço das investigações.
A notícia-crime foi apresentada após a ampla divulgação de imagens que mostram confrontos, depredação de estruturas da universidade e o lançamento de rojões em direção a agentes de segurança durante a ocupação.



















