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ACM Neto e Caiado querem que Moro seja desfiliado de partido

Pedido deve ser apresentado ainda nesta sexta-feira

Pleno.News - 01/04/2022 18h38 | atualizado em 05/04/2022 10h43

Sergio Moro
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro Foto: Agência Senado/Jane de Araújo

O secretário-geral do União Brasil, ACM Neto, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), responderam ao ex-ministro Sérgio Moro (União). Eles disseram que vão pedir a desfiliação dele do partido caso não desista de ser candidato a presidente.

– Se ele for se filiar para ser candidato a Presidente, vamos pedir a impugnação da filiação dele agora – afirmou Caiado ao Estadão.

ACM Neto declarou que será apresentado ainda nesta sexta-feira (1º) o pedido de desfiliação do ex-ministro.

– Vamos apresentar, ainda hoje, um requerimento de impugnação da filiação dele. Será assinado pelos 8 membros com direito a voto no partido, o que corresponde a 49% do colegiado. A filiação, uma vez impugnada, requer 60% para ter validade – disse.

As declarações acontecem menos de uma hora depois de Moro anunciar que não “desistiu de nada” e que não será candidato a deputado federal.

– Eu não desisti de nada, muito pelo contrário, muito menos do meu sonho de mudar o Brasil – declarou o ex-juiz da Lava Jato.

Depois de ter se filiado ao Podemos em novembro do ano passado para ser candidato ao Palácio do Planalto, Moro trocou a legenda pelo União Brasil na quinta-feira (31). O novo partido é resultado da fusão do DEM com o PSL.

A filiação de Moro foi negociada com a ala oriunda do PSL, como o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, e o deputado Júnior Bozzella, que administra a sigla em São Paulo.

No entanto, a ala do partido que veio do DEM só aceitou a filiação de Moro com a condição de que ele deixasse de ser presidenciável. A avaliação é que ter o ex-ministro como candidato ao Planalto atrapalharia a eleição para governadores, senadores e deputados.

Caiado, em Goiás, e o secretário-geral do União, ACM Neto, na Bahia, são pré-candidatos a governadores e querem deixar o palanque presidencial aberto. Eles temem que a vinculação com Moro prejudique suas futuras candidaturas.

Na Bahia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem muita força. Além disso, Neto tem uma aliança fechada com o PDT, de Ciro Gomes, presidenciável crítico de Moro. Já em Goiás é um Estado ruralista onde o bolsonarismo é muito presente.

*AE

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