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“A mão que bate em mulher não precisa votar em mim”, diz Lula

Presidente se manifestou sobre crescimento dos casos de feminicídio

Pleno.News - 03/12/2025 14h40 | atualizado em 03/12/2025 16h43

Presidente Lula Foto: EFE/Carlos Ortega

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (3), que decidiu assumir a tarefa de tentar “criar uma mobilização de homem nesse país” por causa dos inúmeros e crescentes casos de violência contra a mulher. Ele comentou sobre os recentes crimes que repercutiram na imprensa e falou que não deseja receber votos de agressores.

– Como presidente da República, vou fazer um movimento dos homens de bem nesse país, dos homens de bem contra a violência contra mulher. Ontem [terça (2)] eu disse em um comício: quem bate em mulher não precisa votar em mim. Essa mão que bate em uma mulher não precisa votar em mim. É uma vergonha ser violento – assinalou.

A cidade de São Paulo já registra, em 2025, maior número de feminicídios dos últimos dez anos. A semana foi marcada por casos bárbaros, de violência extrema. Uma mulher teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada na Zona Norte da capital. Em Pernambuco, um homem matou a mulher grávida e os quatro filhos incendiando a casa onde viviam.

Nesta terça, Lula já tinha dito que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pediu a ele que “assuma a responsabilidade de uma luta mais dura contra a violência do homem contra a mulher no planeta Terra”. O tema também foi abordado durante a entrevista do presidente à TV Verdes Mares, filiada da TV Globo no Ceará.

– Eu resolvi assumir a tarefa de tentar criar uma mobilização de homem neste país. Porque a violência é do homem contra a mulher. Nós homens vamos ter que criar juízo, criar vergonha, nos educar. O que não dá é para aceitar como normal o cidadão achar que tem direito sobre a companheira dele.

Lula elencou os recentes casos noticiados pela imprensa e disse que acordou no último domingo (30) com a Janja chorando por conta das denúncias de feminicídio.

– Aquele carro arrastando aquela mulher por um quilômetro, que teve as duas pernas amputadas. Depois uma mulher que foi trancada dentro de casa, grávida, com três filhos, e o marido tocou fogo na casa. Depois, uma mulher que o marido chega com duas pistolas e descarrega as pistolas nela. Depois, uma criança de 2 anos na Bahia que foi violentada e estuprada – enumerou.

O presidente defendeu que “a mão da gente foi feita para trabalhar, para fazer cafuné, e não para fazer violência na mulher”. Ele não deixou claro, entretanto, se tal proposta será tema de uma campanha oficial ou um apenas um pronunciamento revoltoso.

– É uma campanha de homem que tem vergonha na cara, que tem caráter, que tem respeito, que quer criar sua família, dizer para o seu amigo: N”não bata na mulher, não seja violento, se você não gosta mais dela toma um rumo e vai embora” – concluiu.

GAFE EM 2024
Em julho do ano passado, o petista cometeu uma gafe ao falar sobre o tema. Em reunião no Palácio do Planalto, ele considerou “inacreditável” que a violência contra a mulher aumente depois de jogos de futebol, mas fez uma ressalva – “se o cara é corintiano, tudo bem”.

– Hoje eu fiquei sabendo de uma notícia triste. Eu fiquei sabendo que tem pesquisa, Haddad, que mostra que, depois de jogo de futebol, aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Se o cara é corintiano, tudo bem. Mas eu não fico nervoso quando perco, eu lamento profundamente. Então, eu queria dar os parabéns às mulheres que estão aqui – declarou, à época.

*AE

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