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“A Lei Rouanet precisa de ajustes”, diz Regina Duarte

Nova secretária especial da Cultura concedeu entrevista à Rede Globo

Rafael Ramos - 08/03/2020 23h14 | atualizado em 09/03/2020 08h39

Regina Duarte assumiu a Secretaria Especial da Cultura Foto: EFE/Joédson Alves

Nova Secretária Especial da Cultura do governo de Jair Bolsonaro, a atriz Regina Duarte concedeu entrevista, neste domingo (8), ao Fantástico, da Rede Globo. Dentre os vários assuntos abordados, ela falou que sentiu dúvidas em aceitar o convite por parte de Bolsonaro.

– Eu tinha dúvidas porque é um aprendizado imenso para o qual não estava preparada e isso me assustava muito, mas eu posso dividir isso com uma equipe competente e que ama cultura. Durante a cerimônia da posse, vivi momentos maravilhosos onde me sentia muito viva como há muito tempo não me sentia – declarou.

Regina criticou aqueles que usam os cargos públicos para fazer ativismo e reforçou que o que ela quer fazer é cultura. A nova secretária reafirmou sua promessa de manter um diálogo aberto com a classe artística.

– A polarização que foi sendo estimulada a partir do “Ele Não” é um tiro no pé da categoria artística. A gente quer a mesma coisa que é se expressar artisticamente. Dá pra fazer muita coisa e só lamento ter perdido tanto tempo desfazendo mentiras criadas a respeito da proposta da equipe que está comigo. Já tem hashtag #ForaRegina e eu nem comecei. Estava apagando incêndios.

A atriz também falou sobre a publicação com imagens de artistas que a apoiavam. Após postar a foto, alguns artistas como Carolina Ferraz e Maitê Proença pediram que ela apagasse o post. Regina Duarte disse que não ficou chateada e pediu desculpas pelo episódio.

Durante a entrevista, Regina falou sobre o jornalista Sérgio Camargo que está à frente da Fundação Palmares. Ela disse que está adiando o que ela chamou de problema e espera que esse desequilíbrio não ganhe mais espaço.

– Voltamos aí a essa situação da política que interfere no fazer cultural à medida que temos uma pessoa relativista mais que um gestor público.

LEI ROUANET
Um ponto sempre combatido pelo governo Bolsonaro, a Lei Rouanet também foi tópico da entrevista. A secretária especial da Cultura estuda mudanças nessa forma de conseguir verba para fazer arte no país.

– A Lei Rouanet precisa de alguns ajustes e estamos pensando nisso seriamente. Ela pode ser mais democratizada e o bolo pode ser repartido em fatias mais justas para todo fazedor de arte. O dinheiro público deve ser usado de acordo com algumas diretrizes importantes. O governo governa pra todos – declarou.

Sobre a mudança da Cultura de Ministério para Secretaria Especial, a nova titular disse que não precisa de ministério “para fazer uma gestão rica e construtiva”. Regina Duarte também comentou sobre o vídeo polêmico com inspirações nazistas feito pelo seu antecessor Roberto Alvim.

– Ele foi tomado por um personagem e esqueceu que ele era secretário de cultura especial de um país. Aquilo foi um absurdo e lamento pela falta de entendimento que ele representa e um cargo que ele ocupa.

Ao final, Regina Duarte esclareceu que não há riscos de a história do Brasil “andar pra trás”. Perguntada se há possibilidade de vê-la nos palcos, a atriz disse que não se vê com tempo nem com possibilidade de pensar nisso.

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