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8/1: Entenda prisão de ex-policial Marco Alexandre em Minas Gerais

Condenado deixou domiciliar para cumprir 14 anos de pena em regime fechado

Kleber Pizão - 20/04/2026 16h54 | atualizado em 20/04/2026 17h38

Marco Alexandre Machado de Araújo, preso pelos atos de 8/1 Foto: reprodução/Instagram (@pcbaruk)

O ex-policial militar Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, condenado a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, voltou a ser preso em regime fechado na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. Ele estava em prisão domiciliar desde abril do ano passado.

O ex-agente público havia sido preso preventivamente em abril de 2023. Exatamente dois anos depois da detenção, ele foi solto e passou a cumprir a pena em casa, com o uso de tornozeleira eletrônica. Marco foi enquadrado nos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio público.

O vídeo do ex-agente público sendo retirado da residência algemado, na última sexta-feira (17), gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o PL da Dosimetria. No registro, Marco pede pelo fim da injustiça e lamenta a perseguição sofrida pelos envolvidos no caso.

— Eu não aguento mais! Por que tanta injustiça? Por que prenderam tanta gente inocente? Eu estou há dois anos preso e honrei com vocês, Justiça. Eu fiz a minha parte, eu fiquei aqui [em casa]. Fiquei dois anos naquele presídio. Eu fui pessoalmente para provar minha inocência. Estou aqui [em casa] há um ano e não fugi porque eu não devo — declarou algemado por PMs.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se deu após o trânsito em julgado do processo e o início imediato do cumprimento das penas aplicadas. O réu não possuía antecedentes criminais, e a obrigatoriedade de retorno ao regime fechado levantou o debate sobre a dosimetria aplicada aos condenados pelos atos.

Parlamentares como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho (Republicanos-MG) questionam a forma como os casos têm sido julgados. De acordo com eles, as penas aplicadas não consideram antecedentes criminais e o nível de participação nos atos.

— Pedi, quase como quem suplica, que paute o veto da dosimetria, para que famílias voltem a respirar… A justiça tem pressa. (…) Não desistiremos dos presos políticos — declarou Cleitinho. Os deputados federais Aécio Neves (PSDB-MG) e Domingos Sávio (PL-MG) também se manifestaram favoráveis a aprovação do PL.

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou para o dia 30 de abril a sessão parlamentar que analisará o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da Dosimetria. A proposta busca alterar o cálculo de penas e pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Veja vídeo da prisão do ex-policial militar

 

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Um post compartilhado por Taniéli Telles de Camargo (@tanielitelles)

 

 

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