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Polícia Civil conclui 1ª fase da investigação do caso Ruy Ferraz

Ex-delegado-geral foi assassinado em setembro

Pleno.News - 14/11/2025 15h47 | atualizado em 14/11/2025 16h57

Ruy Ferraz Fontes Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de São Paulo concluiu a primeira fase das investigações do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. O crime ocorreu no dia 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista.

De acordo com a secretaria da Segurança Pública, 12 suspeitos foram indiciados por envolvimento direto e indireto na execução, além da solicitação das prisões preventivas pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.

Até o momento, dez indiciados estão presos e dois permanecem foragidos. Também foi identificado um 13º envolvido, que morreu em confronto policial.

RELEMBRE O CASO
Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi assassinado em 15 de setembro em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ele foi baleado em uma emboscada enquanto saía da sede da prefeitura da cidade, onde atuava como secretário municipal de Administração.

O ex-delegado-geral era conhecido por sua atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022. Em 2006, foi o responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

LINHAS DE INVESTIGAÇÃO
A polícia investiga um possível elo entre uma licitação de R$ 24 milhões realizada em setembro pela Prefeitura de Praia Grande com o assassinato.

A hipótese já havia sido levantada em um primeiro momento – a licitação teria prejudicado uma entidade ligada aos criminosos.

O subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini, e outros quatro funcionários públicos da cidade no litoral de São Paulo, foram alvos de mandados de busca e apreensão durante as investigações. Com Pardini, foram apreendidos celular, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mil euros e 10 mil dólares em sua residência.

Em nota, a defesa do subscretário afirma que Pardini “nega veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados”. Acrescenta ainda que ele está à disposição das autoridades para colaborar.

*AE

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