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PGR vai apurar falas de Monark e Kim Kataguiri sobre nazismo

Procuradoria irá investigar se houve apologia ao nazismo

Gabriela Doria - 08/02/2022 19h58 | atualizado em 09/02/2022 11h17

Monark e Kim Kataguiri deram declarações polêmicas sobre o nazismo Foto: Reprodução/Flow Podcast

A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou um procedimento, nesta terça-feira (8), para investigar se houve apologia ao nazismo nas declarações do youtuber Monark, ex-Flow Podcast, e do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), durante o programa exibido nesta segunda-feira (7).

A abertura da apuração foi determinada pelo procurador-geral Augusto Aras.

No programa, que já foi retirado do canal do Flow Podcast no YouTube, Monark defende a criação de um partido nazista no Brasil e usa como justificativa a “liberdade” de ser adepto da ideologia.

A deputada federal Tabata Amaral também era uma das convidadas do dia e se manifestou contra o pensamento do apresentador.

– Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei. As pessoas não têm direito de ser idiotas? A gente tem que liberar tudo. A questão é: se o cara quiser ser um antijudeu ele tinha que ter direito de ser – afirmou Monark.

Em seguida, ele recebeu críticas de Tabata, que afirmou a liberdade individual não pode ferir a vida/existência de outra pessoa.

Já Kim opinou que achava “um erro” a Alemanha ter criminalizado o nazismo após Segunda Guerra Mundial.

– O que eu defendo, e que acredito que o Monark também defenda, é que, por mais absurdo, idiota, antidemocrático, bizarro, tosco que [seja o que] o sujeito defenda, isso não deve ser crime, porque a melhor maneira de você reprimir uma ideia é […] é você dando luz naquela ideia, para que ela seja rechaçada socialmente e, então, socialmente rejeitada – disse Kataguiri.

Caso a PGR conclua que houve crime nas declarações do deputado e do youtuber, poderá enviar uma denúncia ao STF, no caso de Kataguiri, e à Justiça de São Paulo, no caso de Monark.

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