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PF não vê conexão de facções do Brasil com terrorismo

Andrei avalia que suposta conexão é usada por pressão geopolítica

Pleno.News - 18/11/2025 15h04 | atualizado em 18/11/2025 17h19

Diretor geral da PF, Andrei Rodrigues Foto: José Cruz/Agência Brasil

Nesta terça-feira (18), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações da PF não confirmam uma conexão entre as facções brasileiras e grupos considerados terroristas por alguns países.

– Não tenho conhecimento de que tenha havido alguma relação. Não basta, eventualmente, alguém falar, citar, para que a gente afirme categoricamente que há conexão entre esses dois fenômenos, seja terrorismo ou crime organizado. Então, nas investigações, de maneira concreta, eu não vejo esse cenário – explicou Andrei.

O chefe da PF respondeu a um questionamento do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), durante sessão da comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado que investiga a atuação do crime organizado no país.

Mourão justificou a pergunta citando a suposta presença de grupos considerados terroristas na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

– Há muito tempo, se trabalha e se discute, naquela região da Tríplice Fronteira, ali, no Paraná, a presença de organizações terroristas, que eu não vou citar o nome, internacionais – disse o vice-presidente à CPI do Senado.

O diretor-geral da PF complementou que, quando as investigações são aprofundadas, elas mostram que esse cenário de cooperação entre facções brasileiras e grupos internacionais considerados terroristas “não se confirma”.

– [Isso] é, muitas vezes, usado até como fator de pressão geopolítica, na qual nós não vamos entrar – completou Andrei Rodrigues.

Especialistas em relações internacionais têm alertado que o “combate ao terrorismo”, ou um suposto “narcoterrorismo”, tem sido uma estratégia usada pelos Estados Unidos para interferir nos assuntos internos de países ao redor do mundo, e que poderia também atingir o Brasil.

TRÍPLICE FRONTEIRA
Em maio deste ano, o governo dos EUA ofereceu 10 milhões de dólares por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Ainda segundo o Departamento de Estado dos EUA, o Hezbollah atua na região por meio de tráfico de drogas, contrabando e outros crimes.

Em agosto deste ano, o ministro do interior do Paraguai, Enrique Riera, informou à rede de TV CNN que o país abrigará um escritório do FBI, agência de investigação dos EUA, para o combate ao Hezbollah na região.

O Paraguai tem relações próximas com os governos dos EUA, de Donald Trump, e de Israel, de Benjamin Netanyahu.

Apesar de não ser classificado como terrorista pelas Nações Unidas (ONU), a organização político-militar do Líbano é considerada terrorista por Washington e outros aliados, como Reino Unido, Israel e Alemanha.

Criado em 1982 para resistir à invasão do Líbano por Israel, o Hezbollah é hoje também um partido político que participa dos governos no país do Oriente Médio.

*Com informações da Agência Brasil

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