PCC bancou viagem de diretor de documentário, diz polícia
Rodrigo Giannetto negou envolvimento com o grupo criminoso
Pleno.News - 30/01/2025 16h56 | atualizado em 30/01/2025 18h22

A Polícia Civil de São Paulo apontou que o cineasta Rodrigo Giannetto viajou à Europa com passagens compradas por um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Giannetto dirigiu o documentário O Grito, sobre o sistema prisional brasileiro.
Para os delegados da Polícia Civil que conduziram as investigações, há “indícios razoáveis de que os recursos utilizados para o pagamento das passagens aéreas (de Giannetto) tenham advindo dos cofres do crime organizado”.
O documentário de Rodrigo critica as condições das prisões brasileiras e tem entre os entrevistados familiares dos chefes do PCC e do Comando Vermelho (CV).
As passagens de Rodrigo foram compradas por Kauê do Amaral Coelho, que é acusado de envolvimento no assassinato do empresário e delator Vinícius Gritzbach, no Aeroporto de Guarulhos (SP), em novembro de 2024.
Ao Estadão, de quem são as informações, Giannetto negou envolvimento com o PCC. Ele disse desconhecer Kauê do Amaral Coelho e ressaltou ter mais de 25 anos de carreira no audiovisual, o que inclui um programa vencedor do Emmy.
A respeito do caso, a Netflix disse que apenas comprou os direitos de exibição da obra, sem se envolver na produção.
A Agência K2, que contratou Giannetto para produzir o documentário, também trabalha com o rapper Oruam, filho de Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho.
As passagens custaram R$ 18,3 mil e foram compradas numa agência de viagens em Jundiaí (SP). A viagem do cineasta ocorreu entre 6 e 24 de outubro passado, saindo de São Paulo com destino às cidades de Palermo, na Itália, e Londres, na Inglaterra.
Giannetto disse que viajou para representar o documentário em um festival. A produção figurou no Festival Internazionale Nebrodi Cinema, na comuna italiana de Sant’Agata di Militello, na região da Sicília.
Segundo a Polícia Civil de SP, Kauê, que comprou as passagens, foi “olheiro” do PCC no assassinato do empresário e delator Vinícius Gritzbach.
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