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Paulo Coelho se oferece para patrocinar festival “antifascista”

Projeto teve captação de recursos por meio da Lei Rouanet rejeitada pela Funarte

Paulo Moura - 14/07/2021 13h26 | atualizado em 14/07/2021 14h54

Paulo Coelho se ofereceu para patrocinar evento rejeitado pela Funarte Foto: Reprodução

Pelas redes sociais, o escritor Paulo Coelho declarou que está disposto a arcar com o valor dos gastos do Festival do Capão, evento realizado na Bahia, que teve a captação de recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) reprovada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) por conta de, entre outros pontos, uma postagem em que dizia ser “antifascista”.

Em uma postagem feita na madrugada desta quarta-feira (14), em que aparece em uma foto ao lado da esposa, Christina Oiticica, com quem tem uma fundação, Paulo escreveu que se oferecia para pagar o valor de R$ 145 mil que seria captado para o evento por meio da Lei Rouanet e ainda pediu que o evento seja “antifascista e pela democracia”.

– A Fundação Coelho & Oiticica se oferece para cobrir os gastos do Festival do Capão, solicitados via Lei Rouanet (R$ 145.000). Entrem em contato via DM [mensagem direta, em tradução livre] pedindo a alguém que sigo aqui que me transmita. Única condição: que seja antifascista e pela democracia – escreveu Coelho.

Publicação de Paulo Coelho se oferecendo para patrocinar evento Foto: Reprodução

MARIO FRIAS FOI A FAVOR DA NEGATIVA AO PROJETO
Após a repercussão do caso, o secretário de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula, celebrou a decisão e disse que “a cultura não ficará refém do palanque político/partidário”, mas que “será devolvida ao homem comum”.

– Quer brincar de fazer evento político/ideológico? Então faça com dinheiro privado. A cultura não ficará refém do palanque político/partidário. Ela será devolvida ao homem comum. A lei é muito clara: dinheiro para cultura não pode financiar nada além das ações culturais – escreveu ele no Twitter, em postagem compartilhada por Mario Frias, secretário especial da Cultura.

Na mesma publicação, feita na segunda-feira (12), o próprio Frias também se posicionou nas redes sobre o assunto e afirmou que está fazendo um resgate da cultura do que chamou de “sequestro político/ideológico”.

O PARECER
A decisão que rejeitou o financiamento ao festival traz citações em latim e alemão, além de utilizar diversos argumentos que conectam a música e Deus. O parecer, por exemplo, começa com uma frase atribuída ao compositor clássico Bach, que afirma que “o objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma”.

Funarte negou benefício da Lei Rouanet a festival que se descreveu como antifascista Foto: Cartaz de divulgação

Na sequência, o parecer cita o filósofo alemão Arthur Schopenhauer em uma citação que afirma que “a música exprime a mais alta filosofia em uma linguagem que a razão não compreende”. Além disso, há referência a cantos litúrgicos para ressaltar que, “por inspiração no canto gregoriano, a música pode ser vista como uma Arte Divina, onde as vozes em união se direcionam a Deus”.

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