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Pastor fala na CNN sobre fé em tempo de pandemia

"A proposta do programa é mostrar esta busca por Deus e pelo que nos ajude em um momento como este", diz Pedrão

Virgínia Martin - 25/05/2020 14h57 | atualizado em 25/05/2020 14h58

 

Com a família, Pedrão assiste sua participação de casa

Nesta segunda-feira (25), a CNN Brasil levou ao ar mais uma matéria da série “A Fé em Tempos de Pandemia”. Desta vez, com a presença de pastores evangélicos. Como um dos convidados, o pastor Pedrão esteve relatando sobre a importância da fé e sobre como as pessoas vem buscando ajuda para vencer o medo e a ansiedade diante de uma situação inusitada para a sociedade em pleno século 21.

Pedrão, como é chamado, é líder da Comunidade Batista do Rio, da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Como formador de opinião confiável, o pastor já vem participando de outros programas, como Conversa com Bial. No episódio de hoje, também participou Ed Rene Kivitz, da Igreja Batista em Água Branca, na capital paulista. Pedrão abordou sobre as diferentes formas como a igreja tem vivido sua fé e como os pastores têm pastoreado, incluindo a novidade de fazer os batismos online.

Em entrevista ao Pleno.News, Pedrão explicou suas percepções sobre o que este momento de pandemia tem significado para o mundo e para a comunidade evangélica.

Como vê esta oportunidade para abordar sobre fé em tempo de pandemia?

Sem dúvida, é um privilegio levar o nome de Jesus por meios e por lugares pouco alcançados. Especialmente, falar de fé neste tempo de pandemia que pegou tantas igrejas de surpresa e que todas precisaram se reinventar. A oportunidade surgiu porque meu nome foi indicado por uma jornalista da Folha de Sâo Paulo e fui parar na CNN, como convidado deste programa Fé em Tempo de Pandemia.

Como tem percebido os movimentos das pessoas em busca da espiritualidade?

Creio que nada acontece por acaso. Muitas vezes, Deus nos leva para o deserto não para nos massacrar, mas para nos aperfeiçoar. Este tempo de isolamento social fez com que as pessoas refletissem sobre sua forma de agir. Até porque temos vivido um tempo um pouco apocalíptico. Parece que a gente está dentro de um filme assustador, com vírus e contágio. Eu nem esperava que fosse viver em um tempo assim.

As pessoas estão extremamente abertas para receber o Evangelho. E aqueles que caminham no Evangelho percebem que não podem mais levar a vida na mornidão, como fazia a igreja em Laodiceia, no Novo Testamento. Tenho comentado que hoje os frutos estão caindo no pé. As pessoas estão querendo encontrar Jesus e isso é uma oportunidade ímpar.

A forma de ser igreja tem mudado um pouco. No formato presencial, a pessoa está lá na igreja e é obrigada a assistir o culto. Ela fica sem graça e não sai. Mas no online, a pessoa fica porque se interessa. E vejo como as lives tem cada vez mais número de pessoas. A presença online em nossa igreja é de quase 4 mil pessoas, que ficam porque querem. Estamos indo para um despertamento espiritual.

 

“As pessoas estão com um nível elevadíssimo de medo e de ansiedade”

Como acha que se dá a congruência e o diálogo entre correntes de espiritualidade diversas neste momento?

A proposta do programa é mostrar esta busca por Deus e por algo que pode nos ajudar em um momento como este. E acho que o diálogo é importante.

Certa vez, fiz uma live com o padre Omar, da Paróquia da Lagoa Rodrigo de Freitas, e compartilhamos a tela para falar das ações cristãs, o que ele tem feito, movimentos de solidariedade etc. É fundamental trocar diálogos e experiências e olhar para o próximo como Jesus olhou. Nunca é demais aprender.

Mas com respeito. Se eu sou vascaíno e você é flamenguista, podemos conversar e isso não significa que eu vou mudar de time. E também acho que o povo evangélico vai passar para um outro nível na sua forma de se relacionar com Deus.

As pessoas estão com um nível elevadíssimo de medo e de ansiedade. Há muita gente perdendo empregos e em situação deficitária. E assim, estão em busca de algo que as ajude, precisam ser cuidadas e pastoreadas.

E aqui registro o trecho que está no livro de Mateus 6: 34: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.

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