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Papa afirma que crescimento de evangélicos no Brasil é piada

O líder católico chegou a dizer que muitas igrejas não são movimentos religiosos, mas políticos

Leiliane Lopes - 10/03/2023 17h44 | atualizado em 10/03/2023 18h09

Papa Francisco em entrevista ao apresentador Jorge Fontevecchia Foto: Divulgação Vaticano

Durante entrevista ao programa Periodismo Puro, o papa Francisco comentou sobre o crescimento das igrejas evangélicas no Brasil. Para isso, o pontífice citou uma crítica que ouviu de uma teóloga luterana que defendia a libertação do presidente Lula sobre as denominações protestantes, principalmente a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Questionado pelo apresentador Jorge Fontevecchia sobre ao que ele atribui o crescimento das igrejas evangélicas no mundo, ele respondeu citando nosso país:

– Uma piada. Tive duas reuniões aqui, quando o presidente Lula estava preso, com o pessoal dele, um grupo que trabalhava para a libertação dele. O chefe era o Celso Amorim e numa dessas reuniões veio uma teóloga brasileira, uma senhora de 45 anos, protestante, luterana, e no final falamos um pouco. Eu disse a ela: “Diga-me, como você lida com a questão dos deputados da Igreja do Reino de Deus?” E ela respondeu: “Aquela Igreja do Reino de Deus não é evangélica, é demoníaca, porque é política. Eles usam o povo, tudo é pago lá, todo mundo é forte e de alguma forma eles buscam o poder”. Aquela mulher distinguiu para mim o que é uma religiosidade verdadeiramente religiosa e o que é uma religiosidade política.

O líder da Igreja Católica Apostólica Romana chegou a dizer que é preciso separar o que é um movimento religioso e o que é um movimento político e reforçou a visão da Igreja Católica em considerar as igrejas evangélicas como seitas.

– Acho que, em grande parte, essa divisão no Brasil tem que ser feita para se ter uma boa noção do que é político e do que é religioso. Existem movimentos religiosos que não são religiosos; são políticos. E há movimentos religiosos que são religiosos e não é fácil discernir. Mas [essa divisão] deve ser feita hoje em dia com o que você chamou de seitas evangélicas, movimentos evangélicos, em que alguns são religiosos e outros não são – continuou o papa.

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