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Padre é condenado por guardar e distribuir pornografia infantil

Uma das imagens mostra duas ex-alunas da congregação Josefino Murialdo

Gabriela Doria - 25/11/2020 15h09 | atualizado em 25/11/2020 15h18

Padre Evair Michels rezando missa
Padre Evair Michels foi condenado por posse e distribuição de pornografia infantil Foto: Reprodução

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o padre Evair Heerdt Michels, da congregação Josefinos de Murialdo, por armazenar e compartilhar pornografia infantil. A pena imposta pela 6ª Vara Criminal de Porto Alegre é de oito anos, seis meses e 16 dias de reclusão, além de 150 dias-multa. Ainda cabe recurso.

A denúncia veio à tona após revelação do Grupo de Investigação da RBS (GDI), ainda em 2018. À época, Michels abençoava crianças em uma missa em Caxias do Sul usando tornozeleira eletrônica. Ele já era investigado por pornografia infantil.

Além da tornozeleira, a Justiça Federal tinha proibido o padre de “circular e participar de eventos ou de qualquer tipo de atividade onde há crianças e adolescentes”.

Após as acusações se tornarem públicas, Michels estava afastado das funções religiosas. Em uma audiência virtual, ele manifestou o desejo de não voltar ao trabalho.

O advogado do padre, Juarez Aloysio Schmitz, afirmou que irá recorrer da decisão.

– Ainda não fui intimado da decisão, mas continuo acreditando na inocência do meu cliente. Nós vamos recorrer. Importante destacar que não existe prova cabal de que nas fotos aparecem menores de idade – concluiu.

INÍCIO DAS INVESTIGAÇÕES
Uma ONG dos Estados Unidos foi a responsável pelas suspeitas iniciais contra o pároco. Membros da instituição identificaram que um endereço eletrônico localizado em Porto Alegre estava distribuindo imagens de sexo com crianças e adolescentes para vários países.

Após ser notificada, a Polícia Federal iniciou as investigações contra Michels. Um mandado de busca e apreensão na casa paroquial em que o religioso vivia revelou vasto material pornográfico infantil, incluindo imagens de duas ex-alunas de escolas da congregação.

Inicialmente, o padre afirmou à polícia que usava dois e-mails para acessar o material criminoso, e que ele os armazenava. Posteriormente, ele disse que os arquivos faziam parte de uma investigação pessoal sobre grupos de pedófilos, e que todo o material serviria para ajudar a denunciar a rede criminosa.

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