Operação da PF combate fraudes tributárias de R$ 770 milhões
Ação é conjunta com a Receita Federal e o Ministério Público Federal
Kleber Pizão - 07/05/2026 07h41 | atualizado em 07/05/2026 11h09

A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quinta-feira (7) duas operações contra um grupo que utilizava os chamados “Títulos Podres” em fraudes tributárias.
As ações visam desarticular um esquema milionário que utilizava créditos fiscais falsos para quitar impostos de forma irregular. Cerca de 215 policiais e 43 auditores participam da ofensiva para interromper a atuação da organização criminosa.
As operações Títulos Podres e Consulesa cumprem 79 mandados judiciais em 17 cidades brasileiras espalhadas por cinco estados diferentes: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão.
O grupo criminoso é suspeito de movimentar R$ 770 milhões através de empresas, consultorias tributárias e diversos escritórios de advocacia. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 32 milhões em bens e valores para garantir o ressarcimento público.
A investigação aponta que a organização oferecia soluções ilícitas para empresários e prefeituras reduzirem ou eliminarem suas dívidas fiscais por meio de lavagem de dinheiro.
O esquema utilizava mecanismos como procurações eletrônicas e contas de terceiros para ocultar o patrimônio. Entre os principais alvos das prisões e buscas estão pelo menos dez advogados apontados como operadores.
Na Operação Consulesa, são executados 29 mandados de busca e quatro prisões preventivas focadas em desvios que ultrapassam R$ 670 milhões.
Já a Operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e seis prisões temporárias em cidades de quatro estados. As frentes de trabalho buscam recuperar ativos e identificar a extensão total das fraudes cometidas.
O objetivo central das autoridades é preservar provas e identificar outros envolvidos, incluindo servidores públicos que participavam das irregularidades fiscais.
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