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Nunes: ‘Um comunista não pode governar nem a própria casa’

Jornalista fala sobre João Dória, Luciano Huck e critica o comunismo no Brasil

Monique Mello - 09/02/2021 17h39 | atualizado em 09/02/2021 18h21

Augusto Nunes assumiu a direção da redação do Portal R7 em janeiro Foto: Reprodução

Na última semana, o jornalista Augusto Nunes, atual diretor de redação do Portal R7, participou de uma das lives do canal Na Lata com Antonia Fontenelle, no Youtube. O assunto principal foi o cenário político brasileiro, começando pelos pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

– A eleição presidencial não terminou em 2018, após Bolsonaro ser eleito. A oposição continua em campanha pelo terceiro turno, que não existe, como sabemos. No terceiro ano de governo, a pouco tempo de uma nova campanha, a oposição resolveu trocar a disputa nas urnas pelo impeachment […] Apresentam 50,60 pedidos de impeachment. Será que existem 50,60 alegações? – indaga Nunes.

De acordo com o jornalista, os opositores do atual presidente não se constrangem com a possibilidade de deixar o Brasil paralisado por alguns meses [como ocorre em processo de impeachment], em plena pandemia, e “ficam o dia inteiro de costas para os reais interesses dos brasileiros”.

– Nunca vi um presidente tão perseguido pela imprensa como o Bolsonaro. Nem Getúlio Vargas em seu pior momento – dispara Nunes.

Ao ser questionado sobre Luciano Huck como presidenciável, Nunes afirma que, embora o ache um bom apresentador, não há possibilidade de uma pessoa se transferir de um programa de auditório para a presidência.

– As pessoas evocam exemplos que não fazem sentido. O Ronald Reagan (ex-presidente dos EUA) era ator e se elegeu. Porém, ele sempre foi ativista político no sindicato dos atores e foi governador da Califórnia antes de se eleger presidente. Ele era um político antes de ser ator. Não basta a popularidade da TV para se eleger. Desta forma, corre-se o risco de repetir o caso de Dilma Roussef, que não foi vereadora ou prefeita e foi a pior presidente da história – dispara o jornalista.

Ainda sobre Luciano Huck, Nunes relembra o “deslize” do global de ter viajado com a família, uma vez que defende o isolamento.

– Alguém que pretende disputar um cargo como esse, tem que aprender a lidar com coisas complicadas. Esse erro do Huck foi primário. Assim como Doria não poderia ter ido a Miami, após optar pelo lockdown em São Paulo. Falta vivência política.

A respeito da conduta de Joao Doria no governo de São Paulo, Nunes diz que o mesmo está conseguindo garantir a falência da própria candidatura à presidência da República.

– O problema dele é a afoiteza. Quem se candidata a prefeito de São Paulo, basta que seja um bom prefeito para ser um candidato natural à Presidência da República, assim como um bom governador de São Paulo também é candidato natural ao cargo. Ele não soube esperar e está incorrendo num pecado que é resumido por Albert Einstein: “É loucura esperar resultados diferentes, mas fazendo as mesma coisas”. O lockdown não funcionou antes, como não vai funcionar agora.

Sobre a vacina contra covid-19, o jornalista defende que o povo tem o direito de decidir, sem pressão. Ele também alerta para que o “mérito” da compra das vacinas não seja todo creditado aos governantes.

– Nenhum governante comprou vacinas. Foi o povo brasileiro. Fomos nós que pagamos as contas. Os governantes negociaram, o que é diferente – afirma.

Numa rápida pauta sobre educação durante a live de Fontenelle, Nunes exalta a importância da mesma para que haja conhecimento político suficiente que permita às pessoas perceberem que não faz sentido em 2021 ainda haver militantes do Partido Comunista do Brasil.

– Um militante comunista não pode governar nem a própria casa […] Meu projeto pra ficar rico é juntar os comunistas brasileiros num circo e levar pra Europa e cobrar ingresso – diz.

Após quase 50 minutos de entrevista, Augusto Nunes finaliza dizendo que, em vez de “dividir o Brasil entre direita e esquerda, ele prefere dividir entre quem cumpre a lei e quem é desonesto”.

 

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