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Policial civil Rodrigo Nascimento morreu neste sábado

Pleno.News - 23/11/2025 11h50 | atualizado em 24/11/2025 12h51

Rodrigo Nascimento foi o quinto policial a morrer em decorrência de megaoperação Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Após mais de três semanas internado, morreu no fim da madrugada deste sábado (22) o policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento, lotado na 39ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Pavuna), segundo confirmação da Polícia Civil.

Com isso, sobe para cinco o número de policiais mortos em decorrência da Operação Contenção, deflagrada pelas forças policiais cariocas no fim de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao todo, ao menos 122 pessoas morreram em decorrência da operação, considerada a mais letal da história do estado.

– Mais uma vez, sentimos a dor de perder um dos nossos em decorrência da violência praticada por terroristas que afrontam o Estado e colocam a população em risco – escreveu a Polícia Civil, em nota publicada nas redes sociais.

Segundo a polícia, a coragem e comprometimento do policial “permanecem como exemplo”.

– É por ele – e por todos que tombaram em serviço – que não iremos recuar. Nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas. Sua ausência jamais será esquecida – disse a corporação.

O governador Cláudio Castro (PL) também se manifestou sobre a morte de Nascimento.

– Reafirmo meu compromisso de seguir firme no enfrentamento a esses criminosos que espalham medo e sofrimento, sem recuar um centímetro – escreveu.

Além de Nascimento, a Operação Contenção resultou na morte de outros quatro agentes: dois do Batalhão de Operações Policiais (Bope), da Polícia Militar, e outros dois da Polícia Civil, incluindo um agente que estava havia apenas dois meses na instituição.

Integrantes do Bope, os sargentos Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, 39, morreram após serem atinigidos em confronto. Os dois foram encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram. Segundo o Bope, Serafim, que havia ingressado na corporação em 2008, foi baleado na região do abdômen. Ele deixou esposa e uma filha.

– O sargento Serafim dedicou sua vida ao serviço público, honrando a farda com coragem, lealdade e compromisso inabalável com a segurança da sociedade – afirmou o batalhão.

A instituição também lamentou a morte de Fonseca, que ingressou na corporação em 2011. Ele deixou esposa, dois filhos e um enteado.

– Sua ausência será sentida por todos que tiveram a honra de conhecê-lo – diz o texto.

Os policiais civis, além de Nascimento, também morreram durante a operação. Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, foi baleado e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Carvalho chefiava o setor de investigações do 53ª DP (Mesquita).

O policial Rodrigo Velloso Cabral, 34, lotado no 39ª DP (Pavuna), também morreu logo após chegar ao hospital. A delegacia da Pavuna fica localizada em uma das áreas mais violentas da capital. Ele estava há apenas dois meses na instituição.

*AE

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