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Novas regras vetam carne moída com glândula, cartilagem e osso

As medidas estão em consulta pública e também incluem peso das embalagens e refrigeração do alimento

Paulo Moura - 08/10/2021 08h30 | atualizado em 08/10/2021 09h46

Carne moída
Carne moída Foto: Pixabay/AlchemillaMollis

O governo federal está propondo novas regras para a produção e a venda de carne moída. Colocadas em consulta pública pelo Ministério da Agricultura na última segunda-feira (4), as medidas não se aplicam aos açougues e supermercados, valem apenas para os frigoríficos que fornecem pacotes prontos do produto. Como ainda estão em consulta, as medidas não entraram em vigor.

Entre as principais exigências propostas estão que as embalagens tenham no máximo 1 kg, que não incluam glândulas, cartilagens nem ossos e que seja informado no rótulo o percentual de gordura da carne. A carne também não pode conter linfonodos, que são gânglios linfáticos que constituem o sistema de defesa do organismo do animal e que carregam substâncias nocivas.

Pela legislação vigente, a carne moída é um produto obtido a partir da moagem da massa muscular de bois e búfalos. Portanto, materiais considerados não comestíveis, como os citados na proposta, já não fazem parte de sua definição. Especialistas apontam que ossos e cartilagens, por exemplo, ao serem consumidos, podem causar indigestão ou problemas gastrointestinais. Além disso, tecidos como os linfonodos são mais suscetíveis a transmitir doenças como a salmonela.

A proposta prevê ainda a proibição do uso de miúdos e de carne industrial, que é feita a partir da cabeça e tratada na sala de sangria.

Um outro ponto tratado pela medida é o de que a carne moída deve ser embalada imediatamente após a moagem e sua porcentagem de gordura deve estar identificada na denominação de venda — isto é, no balcão do mercado e/ou no rótulo do produto. Haverá ainda limites de temperatura para o armazenamento das porções.

As novas propostas, disponíveis na íntegra no site do governo federal, poderão ser avaliadas pelos cidadãos por 60 dias. Para enviar sugestões, é preciso acessar a plataforma de consulta pública do Ministério da Agricultura.

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