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“Nas convicções da Bíblia, eu acredito”, afirma Decotelli

Ministro é evangélico e frequentou a Primeira Igreja Batista

Gabriela Doria - 26/06/2020 20h38 | atualizado em 26/06/2020 20h40

Carlos Alberto Decotelli é o novo escolhido para chefiar o Ministério da Educação Foto: MEC/Luis Fortes

Recém-nomeado ministro da Edução, no lugar de Abraham Weintraub, Carlos Alberto Decotelli é evangélico, tem doutorado e é oficial da reserva da Marinha. Fora da lista dos “cotados” para assumir o MEC, Decotelli afirmou que possui “perfil técnico” e declarou que não conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre suas crenças e nem como vê determinadas pautas na sociedade. No entanto, como cristão, declarou-se firme ao que a Bíblia ensina.

– Eu sou um técnico. Cresci dentro da Primeira Igreja Batista do Rio e sou voltado para as questões da crença neotestamentária do núcleo evangélico tradicional, como as igrejas Batista, Metodista, Presbiteriana. Frequentei escola dominical desde dois anos de idade e hoje sou membro da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Nas convicções que estão na Bíblia, no Novo Testamento, eu acredito. Uma questão de fé. É assim que procedo na minha vida – disse em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Primeiro negro a assumir um ministério no governo Bolsonaro e segundo na história do Brasil a assumir a pasta de Educação, Decotelli defendeu o sistema de cotas, mas exigiu que o brasileiro faça “autocrítica”.

– Eu vejo uma necessidade didático-pedagógica de nós chegarmos ao século 21 e dizer: ‘Olha, não importa a sua etnia, não importa origem de raça ou de cor’. Você deve ter sonhos para buscar a sua realidade. Quando você constrói um pré-conceito, você está bloqueando sonhos, destruindo vidas. A minha motivação é que hoje haja inspiração para que no Brasil possamos refletir a autocrítica do que queremos como sociedade. Quanto menor quantidade de preconceito existir, melhor será a construção de oportunidades para que o ser humano se realize, independentemente de ele ter gênero masculino, gênero feminino, que seja negro ou asiático – disse.

Para Decotelli, uma “grande pergunta” que se impõe neste momento é: “Quais são as formas pelas quais as pessoas vão se sentir bem e iguais e como transformar seres humanos que etnicamente nasceram diferentes, mas com oportunidades iguais na convivência social?”.

– E essa pergunta passa por vários itens, incluindo a realidade das cotas, mas também símbolo, o apoio, o diálogo – pontuou.

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