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“Não sei por que me zoam”, diz Rey por querer ser ministro

Médico garantiu que conseguiria vencer o coronavírus em menos de dois meses

Rafael Ramos - 01/06/2020 16h24

Dr. Robert Rey sonhava em ocupar o Ministério da Saúde Foto: Reprodução

Sonhando em assumir o Ministério da Saúde após a saída de Nelson Teich, o doutor Robert Rey, conhecido como Dr. Hollywood, disse não entender porque não foi levado a sério. Na época, ele fez um vídeo de dentro de um avião pedindo uma oportunidade ao presidente Jair Bolsonaro e garantiu que conseguiria derrotar o coronavírus em menos de dois meses.

– Não sei por que me zoaram. Eu não quero nada do Brasil e os meus diplomas mostram a minha capacidade. É mais fácil rejeitar e zoar das pessoas. Como eu tenho zero autoestima, a minha mãe limpava chão e eu fui criado em uma favela que não existe mais na Ilhabela, periodicamente, eu volto ao Brasil querendo ajudar. Sempre zoado, sempre rejeitado e com vários memes. Eu queria trazer a ciência, o que os gringos me ensinaram – disse Rey à colunista Fábia Oliveira.

Filho de um engenheiro americano e uma faxineira gaúcha, o paulista disse que se sentiu desapontado, humilhado e revoltado. Rey tinha todo um planejamento para controlar a pandemia e um remédio novo recém-descoberto nos Estados Unidos.

– É um medicamento feito aqui na Califórnia e que foi letal contra o ebola e está funcionando maravilhosamente na medicina americana. Não quiseram me ouvir. Fui zoado todos os dias. Se me perguntarem o motivo, eu não sei. Será que é porque eu tenho a voz um pouco feminina, o jeito feminino? Mas isso eu sempre tive, a minha família toda tem! Será porque eu fui um produto criado pela mídia e isso há 20 anos? Não sei. Tem que rir para não chorar. Mas eu tinha e tenho capacidade e conhecimento para o cargo.

Apesar da rejeição, Rey mostra estar disposta a ajudar o país no enfrentamento da Covid-19. Ele disse que voltar para o Brasil é total perda de dinheiro, mas volta por amor à pátria.

– Podem me rejeitar mil vezes, me zoar mil vezes porque a minha intenção é só ajudar a minha pátria. Dinheiro não é problema para mim. Eu praticamente vivo no Brasil, viajo muito porque tenho casas, clínicas e negócios no mundo todo, mas eu moro praticamente no meu país. Eu só não estou agora na minha casa em São Paulo porque eu e minha família fomos muito humilhados.

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