Mulher de 62 anos está grávida da sexta filha: “Foi uma promessa”
Casal recebeu profecia por meio de um pastor
Monique Mello - 15/05/2025 11h48 | atualizado em 15/05/2025 14h07

Moradora de Itapetininga (SP), Carmelina Alves Albino, de 62 anos, está grávida de três meses de sua sexta filha. Ela engravidou por meio de fertilização in vitro (FIV), após diversas tentativas anteriores sem sucesso.
A história foi publicada pelo G1. O bebê, uma menina que se chamará Miriã, tem previsão de nascimento para novembro, mês em que Carmelina completará 63 anos. Ela é casada há quase três décadas com Jefferson Albino. Juntos, já criaram cinco filhos, cujas idades variam entre 22 e 42 anos, e são avós de nove netos, entre 4 e 19 anos.
Mesmo com a família numerosa, o desejo de ter mais um filho persistiu. O casal já havia tentado a FIV em 1998, 2016 e 2019, mas sem sucesso. A motivação para uma nova tentativa veio, segundo Jefferson, após uma experiência espiritual marcante.
– Foi uma promessa divina. Estávamos na igreja quando o pastor compartilhou a revelação de que Miriã viria para nós – contou.
Na época, Carmelina ainda não estava grávida. A mensagem recebida indicava que o casal teria dois filhos: Miriã e, futuramente, um menino chamado Moisés. Jefferson segue confiante:
– Acredito que ainda teremos o nosso menino.
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Apesar da idade avançada, Carmelina afirma estar bem preparada para a gestação.
– Nunca tive receio. Estou fisicamente, emocionalmente e psicologicamente pronta. Faço o acompanhamento médico e sigo os cuidados típicos de qualquer gestante, mas sem exageros – explica.
O médico responsável pelo acompanhamento inicial da gravidez é Lister Salgueiro, especialista em reprodução humana. Ele ressalta que o caso de Carmelina é incomum.
– Oficialmente, a mulher mais velha a engravidar no país tinha 65 anos. Carmelina está entre as três mais velhas já registradas – informou.
De acordo com Salgueiro, aproximadamente 60% das mulheres que procuram fertilização na clínica têm entre 40 e 43 anos.
– Hoje em dia, com o uso de óvulos doados, os riscos diminuem bastante, mesmo em gestações mais tardias – diz o especialista.
No caso de Carmelina, o bom estado de saúde e o uso de óvulo doado foram decisivos para o sucesso do procedimento.
Gravidezes em idade avançada exigem monitoramento cuidadoso. Os principais riscos incluem hipertensão, diabetes gestacional e maiores chances de alterações genéticas, como a Síndrome de Down.
No Brasil, não existe uma idade-limite definida por lei para realizar FIV, mas os critérios médicos são rigorosos.
– A candidata precisa estar com o útero saudável e não apresentar doenças preexistentes – conclui o médico.
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