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MPF pede 386 anos de prisão para Eduardo Cunha

Órgão também pediu 78 anos de prisão para ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves

Henrique Gimenes - 16/01/2018 14h47 | atualizado em 16/01/2018 18h15

Ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Ao apresentar as alegações finais de ação que investiga o envolvimento do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em um esquema de propinas na Caixa Econômica Federal, o Ministério Público Federal (MPF) em Brasília pediu uma pena de 386 anos de prisão para o ex-presidente da Câmara dos Deputados. Cunha é acusado pelos crimes de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O órgão também pediu uma sentença de 78 anos para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele é acusado de atuar, junto a Cunha, no esquema relacionado ao Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

A ação é originada da operação Sépsis, um desdobramento da operação Lava Jato, iniciada em julho de 2016. A investigação apura o pagamento de propinas para a liberação de recursos do FI-FGTS. Segundo o Ministério Público, os dois políticos cobravam de empresas para liberar os empréstimos.

Além das penas, o MP pediu ainda que sejam estabelecidas multas para Eduardo Cunha, no valor de R$ 13,7 milhões, e para Henrique Eduardo Alves, de R$ 3,2 milhões. Para o órgão, os dois “não demonstraram ou comunicaram, ao menos até o presente momento, qualquer arrependimento por seus crimes”.

O MPF também sugeriu penas altas para os outros réus na ação: 32 anos para o ex-vice-presidente da Caixa Econômica, Fábio Cleto; 32 anos para o operador do PMDB, Lúcio Funaro; e 10 anos e oito meses para o empresário Alexandre Margotto.

No entanto, como os três fizeram delação premiada, a pena máxima para eles será de 10 anos para Fábio Cleto, 30 anos para Funaro e nove anos para Margotto. Eles também não estarão sujeitos ao pagamento de multas.

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