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Mourão critica ‘passaporte sanitário’: ‘Isso aqui é Brasil’

Vice-presidente criticou implementação da medida

Gabriela Doria - 17/06/2021 16h14 | atualizado em 17/06/2021 16h20

Vice-presidente Hamilton Mourão criticou “passaporte sanitário” no Brasil Foto: VPR/Bruno Batista

O vice-presidente da República Hamilton Mourão afastou a possibilidade da implementação do chamado “passaporte sanitário”, que serviria de “passe-livre” para pessoas já imunizadas com a vacina da Covid-19. Em entrevista ao jornal O Globo, nesta quinta-feira (17), o general afirmou que a medida, que já é usada em alguns países da Europa, “não vai funcionar” no Brasil.

– Acho que não vai dar certo. Cada um terá de andar com um cartãozinho na carteira dizendo que foi vacinado. O cara na entrada do restaurante vai me cobrar isso? E no parque? Esse troço não vai funcionar – disse o militar da reserva.

Ainda segundo Mourão, o esquema não daria certo porque “isso aqui é Brasil”.

– Isso aqui é Brasil, pelo amor de Deus! Vai ter falsificação do passaporte, venda no camelô. Você vai à Central do Brasil, aí no Rio, e vai comprar o passaporte para você. Agora, para viajar de um país para outro, acho que será necessário, como na questão da vacina da febre amarela e outras. No deslocamento dentro do país, é uma discussão inócua – avaliou.

BOLSONARO PROMETE VETO
Nesta terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores que vetará o “passaporte de imunidade”, caso seja aprovado na Câmara. Para o chefe do Executivo, o documento seria uma forma de obrigar a população a se vacinar contra o novo coronavírus.

– O que tu acha do passaporte da Covid? Aquela onda aí estourou nas mídias sociais. Sem comentários. A vacina vai ser obrigatória no Brasil? Não tem cabimento – declarou Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada.

O Certificado de Imunização e Segurança Sanitária (CSS) que tramita na Casa Legislativa visa ser um comprovante para que vacinados tenham livre acesso a eventos culturais, viagens e demais locais com restrição. O projeto foi aprovado pelo Senado e agora está em tramitação na Câmara dos Deputados. Para o presidente, o texto não deve receber o aval dos parlamentares.

Bolsonaro promete veto ao “passaporte de imunidade” Foto: Alan Santos/PR

– Eu não acredito que passe pelo Parlamento. Se passar, eu veto, e o Parlamento tem o direito… Tem o direito, não. Vai analisar o veto. Se derrubar, aí é lei.

O presidente defendeu que cada país deve fazer suas normas, em referência às nações que adotaram a medida, como Japão, Reino Unido, Israel e União Europeia.

– Alguns falam: “Para você viajar, tem que ter um cartão de vacinação”. Cada país [que] faça as sua regras. Se, para ir para tal país, tem que ter tomado tal vacina, se você não tomar, você não entra.

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