Ministra ignorou pedido de ajuda a feminista perseguida por Hilton
Grupo quee defende mulheres levou o caso a Cida Gonçalves, mas não recebeu apoio
Pleno.News - 10/08/2025 16h51 | atualizado em 11/08/2025 14h22

A então ministra da Mulher, Cida Gonçalves, não tomou nenhuma medida para ajudar a influenciadora feminista Isabella Cêpa, que buscava proteção contra perseguição política no Brasil. A denúncia foi feita pela organização de direitos das mulheres MATRIA, que relatou ter levado Cêpa pessoalmente a uma reunião no ministério, sem obter qualquer apoio.
O grupo afirmou que acompanha o caso desde o início e que tentou todas as vias institucionais para proteger a ativista, mas não teve resposta positiva. Segundo a MATRIA, nenhum canal oficial ofereceu ajuda, o que levou Cêpa a pedir asilo político no exterior. Ela hoje vive em um país do Leste Europeu, sem revelar a localização por segurança.
– A ministra não demonstrou preocupação e não tomou nenhuma medida para proteger uma brasileira que enfrenta perseguição política. Nenhum outro canal oficial ofereceu qualquer apoio – disse a entidade ao portal Reduxx, publicação feminista.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o arquivamento de uma denúncia feita pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) contra Cêpa. A acusação era de transfobia, por uma postagem de 2020 em que a influenciadora disse que a vereadora mais votada de São Paulo “é homem”.
O processo, que poderia render até 25 anos de prisão, está no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Gonet destacou que a Justiça Federal também votou pelo arquivamento, entendendo que a fala da ativista não ultrapassou os limites legítimos da liberdade de expressão.
Eleita em 2020 com mais de 50 mil votos, Erika Hilton foi a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo. O caso de Isabella Cêpa tem sido usado por ativistas feministas para denunciar ações de grupos trans contra mulheres.
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