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Ministra Damares fala de sua luta contra a automutilação

Em entrevista ao Pleno, ela conta como ficou surpresa no dia em que descobriu a complexidade e realidade do problema no país

Pleno.News - 22/01/2019 12h45 | atualizado em 22/01/2019 15h59

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, declarou mais uma preocupação a ser tratada em seu governo: a automutilação entre estudantes. Sua luta pelo combate ao problema, quase despercebido por muitos pais, não é de hoje. Em entrevista exclusiva ao Pleno.News, a ministra conta que em 2016, foi procurada por um grupo de pais, cujos filhos estavam se mutilando. Damares ficou surpresa com as imagens que mostravam uma série de mutilações feitas em casa pelas próprias crianças e adolescentes.

A partir desta ocasião, não mais descansou diante do drama das famílias. Trabalhou para fundar o Movimento Brasil Sem Dor, que promove palestras e seminários sobre o tema em todo o país a fim de conscientizar professores, educadores, policiais, conselheiros tutelares, médicos, pais, líderes religiosos entre outros.

– Lembro que os pais procuravam o Senado Federal na busca de uma legislação mais rígida para punir quem incita ou ajuda crianças e a se machucarem. E também cobravam a criação de políticas públicas de prevenção e combate à automutilação – lembra Damares.

Em seguida, Damares, que trabalhava como assessora no Senado, promoveu uma pesquisa nas escolas da cidade de Brasília. O estudo, elaborado pelo Senado Federal, revelou que, dentre os alunos das escolas pesquisadas, no mínimo, cinco crianças ou adolescentes estavam se mutilando. Foi então que audiências públicas e debates passaram a ser implementados e ficou clara a urgência de uma ação efetiva do governo.

Estas ações deram origem à Comissão Parlamentar de Inquérito e à CPI dos Maus-tratos de Crianças e Adolescentes, presidida pelo então senador Magno Malta, com contribuição efetiva de Damares Alves.

Alerta contra drogas, maus tratos, aborto, também são parte da luta da ministra Foto: Reprodução

Hoje, como ministra no governo de Jair Bolsonaro, Damares faz questão de destacar que conheceu mais de 70 grupos de WhatsApp com o nome “Anjos Suicidas”. Ela ficou perplexa com o que descobriu: o aplicativo abria espaço para que adolescentes e jovens contassem suas experiências e aprendessem a como se machucar.

– Muitos pais ignoram que seus filhos possam estar nestes grupos. Nas conversas virtuais, muitos confessam a razão das mutilações. Disseram que se cortam em virtude da ausência familiar – destaca.

O questão automutilação é hoje uma das lutas do trabalho de Damares Alves. Recentemente, ela declarou que irá lutar para que nenhuma criança mais chore em todo o Brasil. Ela pretende planejar ações de esclarecimento e de combate a essas práticas. E pedirá que escolas públicas e particulares informem às autoridades os casos registrados entre os alunos.

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