Leia também:
X Tarcísio me disse que virá para o PL, afirma Valdemar Costa Neto

Marcinho VP alega “insônia” e “vazio” e pede para encurtar pena

Líder de facção chegou a levar "bronca" de Gilmar Mendes

Pleno.News - 17/10/2024 18h07

Marcinho VP Foto: Reprodução/Record TV

Depois de tomar uma “bronca” do ministro Gilmar Mendes, o líder da facção criminosa Comando Vermelho, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, voltou a acionar o STF, agora para pedir que o tempo em que está custodiado na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR) seja contado em dobro, considerando o “quadro enlouquecedor” que alega viver atrás das grades.

O chefão do CV diz que está ficando sem banho de sol e que a cadeia “serve comida estragada”, deixando os detentos com fome.

Segundo a defesa de Marcinho VP, o faccionado vive uma “situação degradante e cruel de cumprimento de pena” e, por isso, pede que o tempo lá cumprido seja contado em dobro.

Os advogados endereçaram inicialmente o pedido à Seção de Execução Penal de Catanduvas, no Paraná, mas ele foi negado. O caso subiu para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, depois para o Superior Tribunal de Justiça e chegou ao gabinete de Gilmar.

Segundo os advogados, o isolamento “desmedido” do sistema federal tem acarretado grandes danos à saúde física e psíquica de Marcinho VP.

– É inquestionável o cumprimento da pena em condições degradantes e cruel – alega a defesa.

Segundo a banca, o líder do CV apresenta insônia, apatia, sensação de vazio, desmotivação, ansiedade e até risco de suicídio.

– É notória a situação fragilizada do paciente após 16 anos submetido ao regime de segurança máxima, isolado 22 horas por dia, em uma cela com área total de sete metros quadrados, situação estarrecedora e um quadro enlouquecedor – argumentam seus advogados.

Eles dizem que o tratamento “singular” dispensado aos internos da Penitenciária de Catanduvas configura o chamado “processo penal do inimigo, a exceção ao Estado de Direito”.

Inclusive anexaram aos autos um pedido de apuração de suposta tortura em Marcinho. O documento narra um episódio em que os detentos foram colocados no pátio da penitenciária para revistas na cela, ocasião em que o líder do CV teria sido atingido com spray de pimenta e foi golpeado com um mata-leão.

*AE

Leia também1 Filhos de transgêneros podem ter 'mãe' ou 'parturiente' em registro
2 Caso dos irmãos Menendez será julgado novamente; entenda
3 Quem era Yahya Sinwar, n° 1 do Hamas e mentor do 7 de outubro
4 STF determina medidas para garantir acesso de pessoas trans
5 Lobista que entregou Cunha vai a Toffoli para anular condenações

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.