Mansão usada por Lulinha no DF tem ligação com o sítio de Atibaia
Imóvel foi alugado por testemunha da Lava Jato
Monique Mello - 21/08/2026 12h47 | atualizado em 21/08/2026 15h08

O contrato de aluguel da mansão no Lago Sul, em Brasília, frequentada por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pela lobista Roberta Luchsinger, foi assinado pelo dentista Rafael Nicolau Fioruci Arbex, testemunha de Fernando Bittar no processo envolvendo o sítio de Atibaia, na Lava Jato.
O documento firmado em 2024, e que também previa uma cláusula de confidencialidade, foi obtido por Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Bittar era apontado como proprietário do sítio que esteve no centro da ação que resultou na condenação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021.
Em depoimento à 13ª Vara Federal de Curitiba, em 2018, Arbex afirmou que morava no imóvel a convite de Bittar e negou que a família de Lula frequentasse o local. Na ocasião, disse conhecer Bittar e Lulinha havia 25 anos. Lilian, mulher de Bittar, é prima do dentista.
Segundo a imobiliária TRK, Roberta visitou a residência e participou das negociações para a locação, mas não foi a responsável pelo contrato.
– O locatário no contrato intermediado por nós foi o Rafael Nicolau Fioruci Arbex – informou a empresa.
O imóvel, situado em condomínio fechado e com acesso restrito, possui piscina, jardim, churrasqueira e um cômodo utilizado como escritório. O aluguel de propriedades semelhantes na região gira em torno de R$ 240 mil por ano.
Procurado, o proprietário não quis comentar o contrato e citou a existência de um acordo de confidencialidade. A defesa de Roberta não respondeu. Lulinha e Luchsinger são investigados pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência.
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