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Maceió: Risco de deslocamento de terra diminui, diz relatório

A situação, no entanto, ainda demanda atenção

Pleno.News - 03/12/2023 16h39 | atualizado em 04/12/2023 13h35

Bairro de Mutange, em Maceió, Alagoas Foto: EFE/Thiago Sampaio

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou, neste domingo (3), que houve uma redução da probabilidade de “deslocamento de terra em larga escala” na região da mina da Braskem em Maceió (AL). A declaração foi dada tendo em vista análises de informações apresentadas neste sábado (2), durante reunião da sala de situação instaurada pela pasta para gerenciar as ações relacionadas às instabilidades geológicas.

O relatório da reunião deste sábado apontou que nas 24 horas anteriores (entre 1º e 2 de dezembro) houve redução da velocidade de deslocamento de terra, de 50 centímetros, nos dias 29 e 30 de novembro, para cerca de 15 centímetros por dia.

– Registra-se que ainda é uma velocidade elevada, ao se comparar com o parâmetro anterior da ordem de 20 centímetros por ano. A situação ainda demanda atenção – diz.

O documento afirma que a expectativa dos especialistas do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) é que, se houver desmoronamento, ocorrerá de forma localizada e não generalizada.

O texto destaca que o sismo percebido ocorreu em direção à Lagoa de Mundaú, um fenômeno que indicaria um afastamento da situação de instabilidade da área original.

– Não se observa alteração expressiva do nível da lagoa. Entende-se haver baixo risco de contaminação da lagoa – afirma.

Atualmente, parte da lagoa Mundaú está interditada para a navegação.

– Uma avaliação para a área demonstra que o sistema geológico está entrando em equilíbrio. Isso é corroborado pelo sistema DGPS de monitoramento e pela rede sismográfica, mostrando claramente diminuição na intensidade e quantidade de microsismos, bem com os movimentos nas duas direções, vertical e horizontal. Contudo, ainda é necessário continuar o ostensivo monitoramento da área como um todo – conclui o relatório.

O MME afirma que a sala de situação, composta por representantes do ministério, do SGB e da Agência Nacional de Mineração (ANM), continua interagindo com autoridades locais para acompanhar a situação, prestar assessoramento técnico e promover medidas de proteção e mitigação necessárias.

*AE

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