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Kalil admite “erro” ao desafiar Nunes Marques por cultos em BH

Prefeito de Belo Horizonte afirma que se revoltou porque "defende a vida"

Pleno.News - 07/04/2021 15h42 | atualizado em 07/04/2021 16h12

Prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil desafiou decisão de Nunes Marques sobre reabertura de igrejas Foto: Divulgação/Coligação Coragem e Trabalho

Considerado um dos políticos mais rígidos na adoção de normas de enfrentamento ao novo coronavírus, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse nesta quarta-feira (7) que “errou” ao indicar que poderia não cumprir a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, de liberar cultos religiosos.

– Por pior que sejam as decisões, elas devem ser cumpridas – afirmou.

No entanto, o prefeito ainda se mantém contrário à abertura de igrejas e templos e diz que está pronto para voltar a proibir, caso assim decida o plenário do STF.

No sábado (3), o ministro Nunes Marques decidiu monocraticamente pelo funcionamento de igrejas com a presença de fiéis, provocando uma reação imediata de Kalil. Nas redes sociais, o prefeito afirmou que, em Belo Horizonte, o que valeria para o domingo de Páscoa era o seu decreto, ou seja, o veto às reuniões religiosas. Mas recuou após ser intimado por Nunes Marques a cumprir a determinação.

Durante entrevista à TV Estadão nesta quarta, Kalil disse que quase embarcou no que considera um “jogo” de desrespeito ao Supremo. “Uma minoria quer isso mesmo: enfraquecer as instituições”, disse. Mas sua posição contrária a qualquer tipo de aglomeração não mudou.

– Quando se aglomera em qualquer lugar, desde um baile funk a um culto religioso (e não estou aqui comparando), se joga [a responsabilidade] no colo do profissional de saúde – apontou.

O prefeito mineiro também respondeu às críticas feitas a ele por alguns dos principais líderes evangélicos do país. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, chamou o prefeito de “bobalhão” e “inescrupuloso”, enquanto Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, classificou-o como um “louco”, porque estaria desrespeitando Deus.

– Ser agredido porque penso diferente é típico de quem não é cristão e não tem empatia. Os termos chulos devem ficar na boca dos desbocados, como o prefeito de Belo Horizonte. Eu não usaria “bobalhão”, mas “bostão” para ele [Malafaia] – rebateu Kalil, que diz não conhecer pessoalmente Malafaia.

*Estadão

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