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Kajuru ironiza solturas de Gilmar: ‘Tem amor por ladrão’

Senador questionou decisões do ministro por soltar corruptos

Gabriela Doria - 10/08/2020 18h05 | atualizado em 10/08/2020 18h12

Senador Jorge Kajuru detonou Gilmar Mendes por soltura de Alexandre Baldy Foto: Divulgação

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) detonou o ministro Gilmar Mendes, neste domingo (9), após o magistrado decidir soltar Alexandre Baldy, ex-secretário de João Doria preso pela Lava Jato. Em um vídeo nas redes sociais, Kajuru expõe as circunstâncias suspeitas sobre a soltura de Baldy, a quem chama de “ladrão de dinheiro da saúde”.

– Na calada da noite, às 2h45 da madrugada, o ministro Gilmar Mendes mandou tirar da cadeia o secretário de João Doria, que roubou dinheiro da Saúde e que estava preso pela Polícia Federal. Ele foi solto às 2h45 da madrugada. A partir do momento que ele recorreu ao STF, quantos milhões de brasileiros passaram a desconfiar que a qualquer momento ele estaria solto? Depende da mão de quem vai cair o recurso ao STF. Caiu na de Gilmar Mendes. Normalmente bandido não gosta de ver bandido preso, então Gilmar Mendes soltou Baldy. Confesso minha tristeza por parte da Justiça do Brasil – declarou o parlamentar.

Em seguida, Kajuru faz acusações graves à conduta de Gilmar, levantando suspeitas sobre possíveis compras de decisões de sentenças.

– Porque você, Gilmar Mendes, canalha, só solta ladrão. É de graça? Você tem amor por ladrão? É uma paixão que você tem? Você não pede nada em troca para soltar um ladrão? – questionou.

PRISÃO DE ALEXANDRE BALDY
Alexandre Baldy tinha sido preso na quinta-feira (6) em um desdobramento da Lava Jato que apura desvios na área da saúde envolvendo órgãos federais. Ele deixou o prédio da Polícia Federal (PF) por volta de 2h45 deste sábado (8), segundo o portal G1.

A defesa do secretário recorreu ao STF na sexta-feira, alegando que a prisão foi uma “condução coercitiva travestida de prisão temporária”.

Gilmar Mendes foi escolhido como relator após um sorteio. O habeas corpus concedido por ele foi publicado no sistema virtual do Supremo no fim da noite de sexta.

Em sua decisão, o ministro considerou que prisão temporária não pode “ser utilizada como prisão para averiguações nem para forçar a presença ou a colaboração do imputado em atos de investigação ou produção de prova, em conformidade com a presunção de inocência e o direito à não autoincriminação”.

O fato de os supostos crimes terem acontecido há 2 anos também contribuíram para a determinação do ministro.

– É necessário um grande esforço hermenêutico [de interpretação] para se imaginar que o diálogo que supostamente ocorreu em 2018 constituiria uma prova minimamente concreta de que o reclamante estaria disposto a atrapalhar a investigação penal, de modo a justificar a sua prisão preventiva 2 (dois) anos depois – observou.

A defesa de Baldy divulgou uma nota sobre a soltura do secretário.

– Não há um indicio de atos ilícitos praticados por Alexandre Baldy. Os valores apreendidos em sua residência estavam declarados no imposto de renda, como todos os seus bens. Fez-se um espetáculo sobre o nada. O Supremo colocou as coisas em seu devido lugar, cumprindo seu papel de guardião da Constituição e da dignidade humana.

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