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Justiça de São Paulo mantém prisão preventiva de Deolane

Advogada e influenciadora está presa desde o dia 21 de maio

Paulo Moura - 27/08/2026 15h14 | atualizado em 27/08/2026 16h18

Deolane Bezerra Foto: Genival Paparazzi /AgNews

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra continuará presa preventivamente por decisão da Justiça de São Paulo. A 3ª Vara de Presidente Prudente reavaliou nesta quinta-feira (27) a situação da ré e concluiu que ainda existem motivos para mantê-la na prisão no âmbito da Operação Vérnix.

Deolane está detida desde 21 de maio, no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. A análise foi feita após o Ministério Público solicitar a revisão da medida, procedimento previsto para prisões preventivas que permanecem por períodos prolongados.

Entre os fundamentos considerados pela Justiça estão o risco de continuidade das supostas atividades criminosas, a conveniência da instrução criminal e a necessidade de garantir a aplicação da lei. A decisão também menciona suspeitas de “atuação estruturada e permanente de organização criminosa”.

A acusação apresentada pelo Ministério Público divide o grupo investigado em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. É neste último que Deolane é enquadrada pelos promotores. Para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ela teria papel de destaque na ocultação de recursos que, segundo a investigação, teriam origem ilícita.

A Promotoria afirma ainda que contas bancárias de Deolane e de empresas ligadas a ela teriam sido utilizadas nas operações financeiras investigadas. O Ministério Público também sustenta que os valores teriam sido convertidos em bens de elevado valor.

A Operação Vérnix investiga uma suposta estrutura criada para dar aparência legal a dinheiro proveniente de atividades criminosas. De acordo com o Ministério Público, análises de documentos fiscais, bancários e relatórios técnicos apontariam movimentações de grandes quantias de dinheiro e a conversão desses recursos em ativos com aparência de origem legal.

Após a nova decisão, os advogados de Deolane classificaram a manutenção da prisão como “manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional”. A defesa disse ainda que a influenciadora é inocente e que os recursos movimentados por ela têm origem em atividades empresariais legítimas e no exercício da advocacia.

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