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Juiz William Douglas defende reabrir igrejas: “É direito civil”

Magistrado e religioso afirmou que fieis seguem as orientações de distanciamento

Gabriela Doria - 17/07/2020 21h38 | atualizado em 17/07/2020 22h10

Juiz federal William Douglas defendeu a reabertura de igrejas Foto: Reprodução

O juiz federal William Douglas, da 4ª Vara Federal de Niterói, defendeu o retorno das atividades religiosas como parte da flexibilização do isolamento social. Na ministração do último domingo (12), na Assembleia de Madureira, no Rio de Janeiro, o magistrado citou uma mensagem que havia publicado em seu Instagram, na qual ele falava sobre “a alegria de estar na casa do Pai, como é costume dos cristãos e um direito humano, garantido pela Constituição Federal”.

– A igreja tem distribuído cestas básicas, dado apoio aos necessitados, ajudado os casais, os suicidas, os deprimidos, os angustiados. Como sempre, aliás. Hoje cedo fui à padaria, atividade essencial, comprar o pão para o corpo. É uma alegria agora estar no templo, atividade essencial, para receber de graça o pão espiritual – afirmou.

Douglas também lembrou que os fiéis da igreja estavam seguindo as orientações de distanciamento, além de cuidados como máscara e álcool gel. No entanto, ele pontuou que o espaço da igreja é protegido pela Constituição.

– Isso podem pedir da gente. A máscara podem pedir, o distanciamento podem pedir, o álcool podem pedir, mas não queira fechar a igreja. E quando eu falo em fechar a igreja, eu falo sobre o templo, porque é o que eles conseguem fechar. Porque a Igreja somos nós, onde estivermos. Mesmo trancados dentro de casa, nós somos a Igreja. Então a Igreja nunca fecha”, acrescentou. Mas o templo, que é onde nos reunimos, é um lugar protegido pelos Direitos Humanos e pela Constituição, é atividade essencial, não pode ser fechado por ninguém. Isso é um direito civil. Eu não estou falando de religião, eu estou falando de direito constitucional. Temos o direito de nos reunir, está na Constituição, e temos que conhecer os nossos direitos – defendeu William Douglas.

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