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IURD entrou com ação para proibir nova entidade religiosa de usar os símbolos

Gabriela Doria - 12/08/2021 22h01 | atualizado em 13/08/2021 10h21

Logotipo da Igreja Universal do Reino de Deus Foto: Divulgação/IURD

A Justiça de São Paulo rejeitou uma ação aberta pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) para proibir que uma outra entidade religiosa fizesse uso de nome, marcas e símbolos já usados pelas igrejas do bispo Edir Macedo.

Em seu pedido, a IURD argumentou que a Igreja das Nações do Reino de Deus, criada em maio de 2020 por um ex-ministro da Universal, tem como objetivo usar símbolos semelhantes para tentar “confundir” fiéis e obter “vantagens econômicas indevidas” por meio de doações.

Além da expressão “Reino de Deus”, a Igreja das Nações também se apropriou do já tradicional símbolo da pomba e do nome “Jesus Cristo”, que são estampados nas fachadas e nos altares da congregação.

Igreja das Nações do Reino de Deus foi fundada por ex-ministro da IURD Foto: Divulgação

– São utilizados os mesmos aspectos gráficos, fonéticos e ideológicos, sem nenhum símbolo ou imagem para a diferenciação, o que causa extrema confusão – aponta a IURD na ação.

A Universal diz ainda que a pomba da Igreja das Nações é “praticamente idêntica” à sua, exceto pela “direção do voo” do animal.

– Há uma clara e evidente má-fé [nisso] – afirmou a Universal.

IGREJA DAS NAÇÕES DO REINO DE DEUS
A Igreja das Nações do Reino de Deus foi fundada por Romualdo Panceiro, que esteve na IURD por mais de 30 anos, chegando a ser um dos seus principais ministros. Seu nome foi até cogitado para comandar a organização religiosa. No entanto, Romualdo Panceiro e Edir Macedo romperam a parceria em 2018.

Em sua defesa, a Igreja das Nações alegou à Justiça que Romualdo Panceiro “nunca teve a intenção de ludibriar as pessoas, mas, sim, de propagar a Palavra de Deus”. Disse ainda que “Reino de Deus” é uma expressão bíblica e que a IURD não tem o poder de tornar exclusivo algo “que é tão importante aos cristãos”. Não pode haver “monopólio”, sustentou.

A Universal ainda pode recorrer da decisão.

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