Jovem com “pior dor do mundo” diz reconsiderar eutanásia
Carolina Arruda contou que está procurando advogado para resolver parte burocrática
Paulo Moura - 09/02/2025 15h51 | atualizado em 13/02/2025 08h47

A jovem Carolina Arruda, de 28 anos, conhecida por sofrer com a neuralgia do trigêmeo, condição que causa “a pior dor do mundo”, publicou um vídeo na última semana dizendo estar reconsiderando a possibilidade de realizar o chamado “suicídio assistido”. Como o procedimento é considerado crime no Brasil, Carolina busca formas de concretizá-lo na Suíça, onde a prática é permitida.
– Passei a reconsiderar a ideia da eutanásia [suicídio assistido]. Parte dos meus documentos já estão separados, eu estou atrás de um advogado que possa me ajudar a obter esse passaporte e a legalização dos papéis que possam ser aprovados lá na Suíça e aqui no Brasil. O problema é que esse processo é extremamente burocrático e leva muitos anos – declarou Carolina, em um vídeo postado no último domingo (2).
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Na prática, há diferença entre a eutanásia e o suicídio assistido. A eutanásia é definida como o emprego ou a abstenção de procedimentos, por uma equipe médica, que permitem acelerar ou induzir a morte de pacientes incuráveis. Já no suicídio assistido, a diferença é que a ação final para a morte é realizada pela própria pessoa. Ou seja, é o próprio paciente quem, após prescrição médica, administra a droga que o leva à morte.
DIAGNÓSTICO DE DOENÇA AUTOIMUNE
Na última sexta-feira (7), a jovem divulgou que foi diagnosticada com uma doença autoimune: a espondilartrite axial, também conhecida pela sigla EA. A progressão do quadro ao longo dos anos e, sobretudo nos últimos meses, piorou as dores de Carolina.
– Faltavam apenas alguns exames para concluirmos o nosso diagnóstico e finalmente pegamos o diagnóstico de espondiloartrite axial – relatou.
Caroline disse que a doença responde a “todas as dores no corpo nas articulações que sente e as limitações dos movimentos”. Médicos já desconfiavam que ela tivesse uma doença autoimune, mas nunca chegaram a investigar a fundo. Ao todo, foram oito anos até o diagnóstico da EA.
A espondiloartrite axial possui dois gatilhos associados, o primeiro é o próprio mecanismo da doença, que causa inflamação nos tornozelos, calcanhares e joelhos, por exemplo, levando à dor crônica na região lombar. E o segundo é a intensa fadiga, que aumenta o desconforto da neuralgia.
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