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Jean Wyllys: ‘Só volto para o Brasil quando Bolsonaro for derrotado’

Ex-psolista saiu do país em 2019 e está morando em Barcelona, na Espanha

Gabriela Doria - 30/08/2021 14h49 | atualizado em 30/08/2021 20h41

Jean Wyllys admite que “faria novamente” ataque com cuspe em Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/YouTube/Jovem Pan News

Recém-filiado ao PT, o ex-deputado federal Jean Wyllys, que protagonizou a grotesca cena em que cuspiu no então deputado Jair Bolsonaro, em 2016, declarou, em entrevista ao portal Uol, que não se arrepende do gesto. Ainda segundo o ex-psolista, ele “faria novamente” o ataque realizado durante sessão na Câmara que votou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

– Claro que faria novamente naquelas circunstâncias. Esse gesto ganha significado maior e é mais compreendido hoje do que naquele momento. Só lembro que cometi esse ato porque tem imagens, entrei em um tipo de transe – disse.

Jean Wyllys ainda justificou a atitude afirmando ter cuspido em Bolsonaro porque ele dedicou seu voto ao coronel Carlos Brilhante Ustra, acusado de ter sido um dos torturadores de Dilma na época da ditadura militar.

– Não bastava humilhar publicamente e tirar o mandato [de alguém] eleito pelo povo, mas [o voto de Bolsonaro] implicava reacender traumas terríveis dela. Uma pessoa que nunca foi torturada não pode nem ter ideia do que é isso e dessas feridas dentro de nós – explicou.

Jean Wyllys também completou dizendo que Bolsonaro fez ataques homofóbicos antes de ele se descontrolar.

– Aquilo foi tão indigno! Eu tremia de ódio e raiva. Quando fui votar em sequência (depois de Bolsonaro), fui votar em uma chuva de insultos. Como um país se prestava a essa vergonha? Que parlamento era aquele? Como eu tinha sido eleito e ia votar sob uma chuva de xingamentos homofóbicos? Quando voltei ao meu lugar, esse sujeito [Bolsonaro] fez um insulto homofóbico que não vou reproduzir, e, aí, nessa hora, entrei em um transe e cuspi na cara dele. Meu gesto foi o de maior dignidade da minha noite – observou.

O jornalista também disse que só volta ao Brasil quando Bolsonaro for “derrotado de vez”.

– Não há segurança para mim ou para minha família. […] Embora esteja naufragando, o governo ainda tem uma base radicalizada, então é capaz de fazer muita coisa. Volto quando vencermos de vez essas forças políticas de destruição que emergiram com força em 2018 – afirmou.

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