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Jairinho é acusado de ter agredido ao menos 3 crianças

Uma das vítimas chegou a ter o fêmur quebrado após sair para uma festa com o vereador

Gabriela Doria - 17/04/2021 16h46 | atualizado em 17/04/2021 19h03

Dr. Jairinho é investigado por agredir três crianças Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando ao menos três casos de agressões do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, contra três crianças, incluindo o menino Henry. A descoberta de outras possíveis vítimas do parlamentar surgiu após os depoimentos de mais de 20 testemunhas. Algumas delas, como a babá de Henry e a empregada doméstica de Jairo e Monique Medeiros, mudaram as versões que haviam dado inicialmente.

Débora Melo Saraiva, uma das ex-namoradas de Jairinho, revelou em seu segundo depoimento que seu filho, que na época do relacionamento com o vereador tinha 3 anos, sofreu agressões de Jairinho. O menino contou para a mãe que certa vez, o então padrasto colocou papel e pano em sua boca e mandou ele não engolir. Em seguida, deitou a criança no sofá e ficou de pé sobre o menino, apoiando todo o seu peso na criança.

Em outra ocasião, o menino afirmou que Jairinho colocou um saco plástico em sua cabeça e ficou rodando de carro pela cidade com ele. Débora relatou ainda que, determinada vez, o parlamentar insistiu para levar o menino em uma festa de aniversário e que em seguida telefonou pra ela afirmando que a criança havia torcido o joelho. O próprio vereador levou a criança para bater um raio-x e ficou constatado que o menino havia quebra o fêmur.

Débora afirmou que ela mesma foi vítima de agressão doméstica por parte de Jairinho.

– Foram tantas agressões que ela sequer consegue lembrar quantas vezes ela apanhou do vereador Doutor Jairinho – disse o delegado Antenor Lopes, que acompanha o caso.

Uma outra ex-namorada de Jairinho afirmou que sua filha, hoje com 13 anos, foi submetida a agressões semelhantes a que Henry sofreu.

– O Jairinho que eu conheço, que a minha filha descreve, que fez o que fez com ela, eu hoje oro a Deus pelo livramento de não ter sido ela [que morreu]. Porque ele podia ter matado a minha filha – disse a ex-namorada ao Fantástico.

Ainda segundo ela, a menina tinha reações parecidas com as de Henry quando ouvia falar em Jairinho.

– Eu falava que ele estava vindo, aí ela passava mal, vomitava, me agarrava. Ou então pedia à minha mãe: ‘Posso ficar com você, vó? Eu não quero ir, quero ficar aqui’ – lembrou.

PRISÃO AJUDOU NA DENÚNCIA DE ANTIGAS AGRESSÕES
Segundo o delegado Antenor Lopes, a prisão de Jairinho facilitou a denúncia de antigas agressões. Em novos depoimentos, as testemunhas afirmaram que não haviam contado das agressões porque tinham medo do vereador.

– Foi muito importante o pedido de prisão temporária feito pela delegado Henrique Damasceno à justiça, porque após as prisões do casal, as testemunhas vêm comparecendo e apresentando, sim, novas versões, trazendo temores, e corrigindo seus depoimentos, e agora desta vez trazendo fatos que comprovam aquela linha de homicídio duplamente qualificado – disse Antenor.

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