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Entidade tem entendimento de que a morte de Genivaldo de Jesus Santos pode ser caracterizada como "tortura, agravada por envolver agente público"

Pleno.News - 27/05/2022 14h08 | atualizado em 29/05/2022 11h35

Homem de 38 anos foi abordado pela PRF por estar sem capacete Foto: José Cruz/Agência Brasil

Sob o entendimento de que a conduta dos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos – homem asfixiado dentro do porta-malas de uma viatura – pode ser caracterizada como “tortura, agravada por envolver agente público”, a Anistia Internacional Brasil cobrou providências do ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres.

A entidade frisa que a pasta é responsável pelo trabalho da PRF e exige informações sobre o afastamento dos agentes.

A Defensoria Pública da União também qualifica a morte de Genivaldo de Jesus Santos como “um ato de tortura com uso de câmara de gás”, apontando que o episódio ocorrido nesta quarta-feira (25) em Umbaúba, “revela a indiferença à vida humana de grupos vulnerabilizados e invisíveis para o Estado brasileiro”.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Genivaldo. A informação foi divulgada no final da manhã desta quinta-feira (26), pela unidade da corporação em Sergipe, horas antes de o ministro Anderson Torres se pronunciar sobre o caso. A PF em Sergipe diz que o inquérito foi instaurado por iniciativa própria. Já a PRF abriu procedimento disciplinar para investigar a conduta dos agentes envolvidos.

Genivaldo de Jesus Santos foi abordado na tarde desta quarta (25), imobilizado e colocado no interior do compartimento da viatura da PRF. Em seguida, os policiais lançaram gás e trancaram o homem no porta-malas, relataram testemunhas. Vídeos foram divulgados em redes sociais.

Segundo o Boletim de Ocorrência obtido pelo site The Intercept, a equipe de motopoliciamento tático fiscalizava a rodovia BR 101, em Umbaúba (SE), quando “visualizou uma motocicleta de placa OUP0J89/SE sendo conduzida por um indivíduo sem capacete de segurança, motivo pelo qual procedeu à sua abordagem”.

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Aracaju indica que a morte de Genivaldo se deu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de Sergipe, outros exames foram realizados para detalhar as causas e os laudos complementares ainda serão emitidos.

*Com informações da AE

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